A história do brasileiro que ficou milionário com Dogecoin

Ao The New York Times, Gabriel reconhece que investiu em um meme, aproveitando a atenção que o projeto chamava para si.

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Um dogecoin físico segurado por dedos
Um dogecoin físico segurado por dedos

Nos últimos dias, um brasileiro que mora nos Estados Unidos contou sua história ao The New York Times, afirmando que comprou Dogecoin e fez fortuna com as criptomoedas.

Glauber Contessoto, de apenas 33 anos, é um fã de Hip-hop e trabalha em uma produtora musical de Los Angeles. Em sua vida, ele teria um sonho a ser realizado: comprar uma casa para fazer festas com seus amigos.

Para realizar o seu sonho, ele começou a ler sobre o mercado de criptomoedas, que atravessava um momento de altas históricas. Sua escolha foi arriscada, investir tudo que tinha e mais um pouco na Dogecoin, criptomoeda meme criada em 2013.

Brasileiro comprou US $ 250 mil em Dogecoin

Comprar criptomoedas pode ser uma loucura para muitas pessoas ainda hoje. Isso porque, além do mercado não ser regulamentado, a volatilidade nos preços as tornam um setor com alto risco de perdas.

Esse não foi um problema para Glauber Contessoto, que resolver investir em fevereiro de 2021. Em entrevista ao The New York Times, o brasileiro contou que estudava sobre as criptomoedas em fóruns do Reddit, rede social muito utilizada pela comunidade do Bitcoin.

Ao ler um dos tópicos, o brasileiro resolveu comprar Dogecoin, uma criptomoeda meme e que foi abandonada pelos seus desenvolvedores. A decisão aconteceu após ele acompanhar o movimento de alta em torno das ações da GameStop, acreditando que essa criptomoeda seria a próxima.

Contessoto comprou tudo que tinha em DOGE, inclusive utilizando seu limite no cartão de crédito e empréstimos bancários, adquirindo assim US $ 250 mil na moeda digital, cerca de R$ 1.2 milhão.

Gabriel passou a monitorar de perto seu investimento, que acabou rendendo bons frutos a ele. A Dogecoin é a criptomoeda preferida de Elon Musk, que acabou ajudando a cotação a superar recordes históricos.

Os US $ 250 mil de Gabriel acabaram se tornando US$ 2 milhões em pouco menos de 3 meses.

“Investidor de memes”, brasileiro não quer vender moeda

Ao The New York Times, Gabriel reconhece que investiu em um meme, aproveitando a atenção que o projeto chamava para si. Ou seja, ele não se preocupou com fundamentos ou estudou finanças previamente, apenas comprou uma moeda que julgou estar chamando atenção na mídia digital.

Com a ousada estratégia, de apenas prestar atenção em um burburinho nas redes, Gabriel acabou conquistando sua independência financeira. Ele espera vender 10% de suas Dogecoins apenas em 2022, visto que acredita que a moeda ainda irá se valorizar mais.

Na visão do trader brasileiro, que mora nos Estados Unidos desde os seis anos, as gerações mais antigas não querem que os novos ganhem dinheiro.

Além disso, ele afirmou que se sente hoje um daqueles especialistas da TV, quando falam sobre dinheiro. Apesar de Gabriel não querer vender suas posses por enquanto, a Dogecoin já caiu 53% desde sua alta histórica, alcançada em 8 de maio de 2021.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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