Câmara dos Deputados analisa projeto que bloqueia criptomoedas de grupos terroristas no Brasil

Projeto de lei propõe confisco de criptoativos para descapitalizar organizações criminosas

O deputado federal Kim Kataguiri (MISSÃO-SP) protocolou o projeto de lei 2796/2026 na Câmara dos Deputados. A proposta deu entrada na casa legislativa na terça-feira (2) com foco na revisão da norma contra o terrorismo.

Altera a Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016 (Lei Antiterrorismo), para recrudescer as penas, tipificar condutas acessórias, instituir medidas assecuratórias cautelares, ação civil de perdimento de bens e regras processuais específicas, equiparando o rigor penal ao combate às organizações criminosas ultraviolentas“, diz a proposta.

O texto altera leis federais em vigor para endurecer as punições contra atos de violência extrema no país. Além disso, o documento autoriza o bloqueio de criptomoedas de organizações criminosas ligadas a ataques contra a nação.

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A iniciativa estipula medidas cautelares para a retenção do dinheiro depositado por alvos de investigações de segurança nacional. O poder judiciário ganha aval para travar a compra e a venda de criptoativos sob a tutela de suspeitos.

Bloqueio de criptomoedas como parte da busca de cortar o fluxo financeiro de facções armadas

Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional, juízes federais poderão suspender o acesso de investigados aos saldos alocados nas corretoras de criptomoedas em atividade. A regra proíbe operações de envio ou recebimento de recursos nas plataformas sem uma liberação judicial expressa.

Desta forma, a proposta indica que o Estado tenta asfixiar o caixa dos grupos responsáveis por causar terror na sociedade civil. O confisco também atinge fundos de investimento e fatias de controle em sociedades empresariais usadas como fachadas comerciais.

Representantes do Ministério Público (MP) ou delegados de polícia recebem a prerrogativa de pedir a indisponibilidade dos bens. O sequestro do patrimônio ocorre nas fases de apuração dos fatos ou durante a ação penal na justiça.

Kataguiri defende a necessidade de modernizar as leis para punir os envolvidos com rigor máximo nas cortes. O parlamentar cita o uso de chaves de criptografia e dispositivos eletrônicos por parte das cúpulas de mercenários.

Punições mais rígidas afastam benefícios na execução da pena

Os condenados por este tipo de crime vão cumprir a punição em um regime inicial fechado obrigatório. Este isolamento acontece nas prisões federais de segurança máxima espalhadas pelo território sob administração da união.

Por sua vez, a progressão para um regime mais brando depende do cumprimento de 85% da pena. Os detentos perdem o direito aos benefícios de saída temporária e de perdão presidencial nas datas comemorativas.

Punições mais severas incidem sobre os organizadores diretos das ações de terror em áreas urbanas ou afastadas. Agravantes ocorrem com o uso de artefatos biológicos e com o recrutamento de adolescentes para o crime.

A proposta prevê sanções para quem fornecer informações e abrigo para os procurados pelas forças de segurança. Parentes de primeiro grau e cônjuges ficam livres desta pena específica por conta dos vínculos familiares consolidados.

Projeto de lei quer impedir terroristas de operar em corretoras de criptomoedas brasileiras
Projeto de lei quer impedir terroristas de operar em corretoras de criptomoedas brasileiras (Reprodução).

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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