Grupo pede que Cartões de Créditos sejam bloqueados em sites de conteúdo adulto

O próprio PayPal já deixou de trabalhar com esses sites, proibindo o uso da plataforma para qualquer tipo de “material ou serviço com tom sexual”. A proibição acontece desde novembro do ano passado e chegou a prejudicar criadores de conteúdo adulto.

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O princípio da liberdade financeira está em você poder usar o seu dinheiro para qualquer coisa que não inflija a lei. É possível que bancos e empresas tentem controlar como você gasta o seu dinheiro e um grupo quer proibir pessoas de usar cartões de créditos em sites de pornografia.

De acordo com a BBC, um grupo internacional de ativistas enviaram uma carta para empresas de cartão de crédito pedindo que os cartões fossem proibidos em sites de conteúdo adulto. De acordo com os ativistas, esses sites incentivam a exploração sexual.

Segundo a carta enviada, sites de pornografia “erotizam a violência sexual, incesto e racismo”, além de divulgarem conteúdo de abuso sexual infantil e tráfico sexual. Essas são alegações consideradas graves, mas factualmente erradas, de acordo com o site PornHub, um dos líderes do setor.

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A carta foi enviada para as 10 maiores companhias de cartão de crédito, incluindo as três maiores no mundo, MasterCard, American Express e Visa.

As assinaturas presentes no documento vinham de entidades do Reino Unido, Estados Unidos, Índia, Uganda e Austrália e pediam pela suspensão imediata de pagamentos por cartão de crédito em sites pornográficos.

A Mastercard disse à BBC que eles estão investigando as alegações realizadas pela carta em sites de pornografia e disse que vai “bloquear a conexão deles com a nossa rede” caso atividade ilegal por algum usuário de cartão seja confirmada.

“Nós estamos vendo um aumento global na preocupação sobre os perigos dos sites de compartilhamento de conteúdo pornográfico nos últimos meses. Nós da comunidade de proteção a crianças e contra a exploração sexual estamos pedindo que instituições financeiras analisem de forma crítica o papel de suporte que eles oferecem para a indústria do pornô e corte relações com eles.”, disse Haley McNamara, a diretora do Centro contra Exploração Sexual do Reino Unido.

Bloqueio dos pagamentos em sites pornográficos

Com outros tipos de pagamento sendo bloqueados, as criptomoedas podem ter mais uso no futuro.

A indústria da pornografia atual de foram similares com muitas outras industrias que cria conteúdo na internet. Enquanto é possível sim encontrar conteúdos ilegais em alguns sites do tipo, também é possível encontrar coisas similares o YouTube, 4 Chan, Reddit e outros.

No entanto, essas empresas, incluindo a maioria dos sites de conteúdo adulto, também possuem regras da comunidade e de criação de conteúdo que são impostas sempre que algo ilegal é realizado na plataforma.

Vale lembrar que um bloqueio do uso de cartão de crédito em sites assim também impediria que modelos de webcam (cam girls) possam receber por shows privados, algo que ficou muito comum durante essa quarentena.

O próprio PayPal já deixou de trabalhar com esses sites, proibindo o uso da plataforma para qualquer tipo de “material ou serviço com tom sexual”. A proibição acontece desde novembro do ano passado e chegou a prejudicar criadores de conteúdo adulto.

Oportunidade para criptomoedas?

Bitcoin e Altcoins
Para contornar a situação, sites já aceitam diversas altcoins.

Como fundamental da maioria as criptomoedas, temos a liberdade financeira, que permite que a pessoa use o seu dinheiro da forma que quiser. Caso os cartões de crédito tenham seu uso proibido nessas plataformas, elas podem optar pelo uso das moedas digitais.

O PornHub, que foi diretamente citado na carta dos ativistas, já aceita criptomoedas como o TRON (TRX) e o Verge (XVG). Além disso, recentemente o site adicionou suporte para o Tether com base no protocolo da TRON. O site também integrou a plataforma de pagamento com uso da blockchain PumaPay.

Casos mais restrições sejam feitas, em essas e outras industrias, é possível que o uso de criptomoedas continue ganhando mais adoção.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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