China proíbe hidrelétricas de fornecer eletricidade à mineradores de Bitcoin

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A proibição da mineração de bitcoins na China tem sido um dos principais pontos de preocupação dos investidores, sendo até mesmo um dos responsáveis pela queda do bitcoin em maio. O país asiático continua no caminho contrário do criptomercado, fazendo questão de continuar a coibir os mineradores, com a província de Yunnan cortando as mineradoras de criptomoedas da rede de energia hidrelétrica.

De acordo com notícias locais o Gabinete do Governo Popular da Província de Yingjiang emitiu uma nota oficial alertando que as usinas hidrelétricas da região devem aumentar ainda mais a supervisão do uso de energia para a mineração de Bitcoin.

O aviso alerta que as hidrelétricas devem não apenas identificar e supervisionar as minerações de Bitcoin, mas também remover os mineradores da rede de fornecimento. De acordo com as notícias, as usinas têm até terça-feira (24), para conseguir colocar as proibições em ação.

Caso as hidrelétricas não cumpram o prazo para remover os mineradores da rede de fornecimento, o Escritório de Energia do Estado quer “desmontar às operações à força” dentro da jurisdição da província.

Além disso, o alerta também acrescenta que os municípios são obrigados a reforçar a fiscalização dos Data Center e das centrais hidrelétricas da província. As usinas também precisam reportar à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China todos os desmantelamentos das operações de mineração na rede.

O governo provincial (e também o nacional) está realmente tratando a mineração de Bitcoin como um atividade altamente ilegal afirmando que essa atividade depende de “acesso privado não autorizado à eletricidade, evasão de taxas de transmissão e distribuição do estado, fundos e violações adicionais com fins lucrativos”.

Esse caso não é novidade para quem está acompanhando o criptomercado nos últimos meses. A repressão da China vem sendo aplicada com rigor desde que o país deu os primeiros sinas que estava “contra” a criptomoeda.

No entanto isso não significou o fim para todo o criptomercado como muitos acreditavam, com a rede se reestruturando automaticamente em países que não proíbem a mineração do bitcoin e também possuem energia barata, até mesmo os EUA voltou a ser uma boa opção para muitos.

Com um faturamento ainda bilionário e o Bitcoin voltando a ganhar força nos últimos dias, há motivos para acreditar que cada vez o ecossistema se afasta do FUD e da influência da China, provando a descentralização teórica do Bitcoin. Mas, claro, ainda é preciso esperar para ver se essa nova onda de repressão terá efeito negativo no preço da criptomoeda.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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