Mineradores de Bitcoin faturaram quase US$ 1 bilhão em julho

Os dados mostram que durante o mês de julho os mineradores conseguiram lucrar a impressionante quantia de US$ 970 milhões.

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A preocupação com a mineração do Bitcoin foi um dos principais focos dos últimos meses, principalmente por causa da repressão da China em relação ao criptomercado e as operações de mineração no país asiático. Mas ao que tudo indica, a atividade de mineração do Bitcoin continua “a todo vapor”, com os mineradores lucrando quase US$ 1 bilhão durante o mês de julho. 

De acordo com dados do The Block, o lucro dos mineradores continua bem “saudável”, tal como a o hashrate continua não apresentando problemas após a proibição da atividade na China. O site apontou que que o hashrate do Bitcoin aumentou em 15% durante o final de julho. 

Os dados mostram que durante o mês de julho os mineradores conseguiram lucrar a impressionante quantia de US$ 970 milhões.

O lucro da mineração não dependeu tanto das taxas pagas na rede, com o pagamento total dos usuários sendo de US$ 27 milhões, pouco mais de 2,7% do valor arrecadado durante julho através da mineração do Bitcoin.

Lucro com a mineração de Bitcoin durante o mês de julho, demonstrando um crescimento nos últimos dias do mês.

Após proibição da China, mineração do Bitcoin se comporta como deveria

A proibição da mineração na China com certeza foi um dos grandes focos no mercado de criptomoedas e principalmente no ecossistema do Bitcoin, sendo uma das grandes responsáveis pela queda de 50% no preço desde que a moeda atingiu seu preço histórico em abril.

Mas enquanto muitos achavam que esse seria um momento apocalíptico para a moeda (afinal, boa parte da mineração ficava no país) muitos sabiam que, por design, a blockchain foi desenhada para esse tipo de mudança radical.

A blockchain é desenhada com mudanças (tanto aumento quanto diminuições) na mineração em mente. Se tiverem poucas máquinas funcionando em um período de 2016 blocos (cerca de 2 semanas) a dificuldade é ajustada para garantir mais incentivos e uma melhor distribuição aos mineradores na rede, mantendo todo o ecossistema igualmente seguro.

Quando o hashrate despencou após a proibição, no entanto, aos poucos os mineradores foram para outros países e outros locais, com a dificuldade de mineração se ajustando, logo voltou a ser lucrativo minerar a criptomoeda fora da China, o que explica o lucro de quase US$ 1 bilhão do mês passado.

De acordo com a Taxa de Hash Total (dados da Blockchain Explorer), é possível ver um aumento na Taxa a partir do começo de julho, logo após uma grande queda depois de maio.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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