
(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Andrade Saadi, cobrou maior rigor no rastreio de criptomoedas, conforme nota divulgada pelo órgão brasileiro na terça-feira (3).
O executivo participou da sétima edição da reunião da Rede de Agentes de Combate à Corrupção da América Latina e do Caribe (LAC LEN), um encontro que reuniu representantes de catorze países e de órgãos globais de segurança para alinhar o combate aos crimes financeiros.
A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu os debates com o foco no enfrentamento da corrupção sem fronteiras. A lista de convidados incluiu agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI), da Interpol e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O grupo buscou formas de melhorar a cooperação entre as nações e a responsabilização de empresas envolvidas em fraudes.
A pauta de tecnologia dominou a quinta sessão de debates do fórum internacional. Os líderes discutiram métodos de apreensão e confisco de criptomoedas em investigações contra cartéis e facções. O chefe do Coaf apontou o uso das moedas por organizações criminosas como um dos maiores entraves para a Justiça no cenário atual.
Ricardo Saadi defendeu o uso da análise de blockchain como uma ferramenta de inteligência financeira de peso. O executivo explicou que a leitura do código aberto ajuda a identificar o fluxo de dinheiro sujo.
A técnica permite o mapeamento de redes criminosas globais e garante o suporte na recuperação de bens roubados da população.
O sucesso dessas medidas depende da integração total entre as autoridades de cada país. A cooperação estruturada entre unidades de inteligência e órgãos de persecução penal de diferentes jurisdições cria uma barreira contra a fuga de capital.
O governo precisa aprimorar a capacidade técnica de seus servidores de forma contínua para acompanhar a evolução dos criminosos.
A transição digital dos instrumentos de lavagem de dinheiro impõe obstáculos de regulação e de operação para o Estado. O presidente do conselho alertou para a exigência de atualização de metodologias e de intercâmbio rápido de dados.
A harmonização de procedimentos entre os países vizinhos evita a criação de paraísos para a ocultação de patrimônio ilícito.
O Brasil dividiu a presidência da mesa de debates com a Costa Rica. O secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes Vianna, e a procuradora Tattiana García Chaves comandaram a rodada de conversas com as delegações estrangeiras.
Este fórum teve início no fim do mês de fevereiro e teve os detalhes de sua conclusão divulgados de forma oficial nesta semana.
A presença do Coaf no encontro consolida o compromisso do país com o fortalecimento dos mecanismos de prevenção à fraude.
O Estado brasileiro busca aprimorar suas táticas de inteligência financeira para secar a fonte de financiamento de atividades ilícitas. A união de forças com a Interpol e o FBI coloca o Brasil no centro do combate aos crimes cibernéticos de alcance global.
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