Colônia de férias usa criptomoedas para formar milionários

Jovens aprendem a manipular dinheiro e pensar em investimentos de longo prazo em meio às brincadeiras.

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Bitcoin na roda gigante
Bitcoin/Reprodução
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As novas gerações nascidas a partir dos anos 2000, já nasceram em meio a tecnologia e tem facilidade com vários conceitos. Dessa forma, uma colônia de férias usa até as criptomoedas para ensinar essa geração que dominará o futuro a manipular o dinheiro e investir a longo prazo.

Aqueles nascidos entre 2000 e 2010 são considerados pertencentes a geração Z, e entre 2010 e 2020 a Alpha. Ambas as gerações têm como semelhança o momento histórico em que nasceram, com o mundo atravessando profundas mudanças nas relações, principalmente através da tecnologia.

Em um mundo dinâmico, até o conceito tradicional de dinheiro passa por mudanças. O Bitcoin, por exemplo, é uma das criptomoedas que desafiam o conceito de moedas fiduciárias, emitidas por bancos centrais. As novas gerações já estão de olho nessas tecnologias financeiras, no que depender de algumas empresas.

Colônia de férias usa criptomoedas e pretende formar nova geração de milionários, adolescentes

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As colônias de férias normalmente são espaços em que crianças e adolescentes vão para participar de atividades extracurriculares. Como o próprio nome deixa claro, essas atividades acontecem em períodos em que os jovens já terminaram suas atividades escolares.

No Canadá, contudo, uma colônia de férias buscou inovar suas atividades para os jovens envolvidos com ela. Isso porque, a intenção do programa é formar futuros milionários, ensinando conceitos de dinheiro e investimentos aos jovens.

Voltado ao público de classe média a alta, o Camp Millionaire é voltado a crianças e adolescentes das gerações Z e Alpha, entre 10 e 14 anos. A fundadora, Hasina Lookman, ensina aos jovens conceitos importantes de investimentos, inclusive de bolsa de valores.

De acordo com a BBC Internacional, uma das questões abordadas aos jovens é: “você terá dinheiro para pagar sua faculdade e viver tranquilo?“. Com questionamentos assim, são apresentados investimentos em ações, empreendedorismo, poupança e conceitos econômicos, inclusive macro. A guerra comercial entre os EUA e China, por exemplo, foi pauta dos estudos no local.

Um dos alunos da colônia de férias, que usa até criptomoedas no ensino, é James Begin, 13 anos. Segundo a BBC, em um “investimento” de James na empresa Blockchain, que trabalha com criptomoedas, o jovem perdeu dinheiro na simulação. Contudo, conseguiu recuperar seu prejuízo ao investir, virtualmente, em uma empresa mineradora de Gana.

Poupança em criptomoedas pode ser oferecida por startup aos adolescentes

Um tema polêmico em 2020 é o de dinheiro “parado” na poupança, principalmente com os cortes de juros feitos pelos BCs em todo mundo. No Brasil, por exemplo, a poupança está com rendimento real negativo, perdendo para a inflação.

Os investimentos em criptomoedas então tem sido comuns, principalmente com o termo DeFi em alta. Na Argentina um idoso colocou toda a sua poupança em criptomoedas recentemente, para fugir do baixo rendimento em bancos e alta inflação da moeda no país.

Esse mesmo conceito também é ensinado na Camp Millionaire, apontou a BBC em sua matéria. A colônia de férias tem parceria com empresas de assessoria de investimentos para jovens, como a Pigzbe, uma startup que cria “poupança em criptomoedas” para seus clientes mirins.

Como as criptomoedas não possuem restrição de idade, qualquer pessoa pode conseguir um Bitcoin (ou fração). Para isso, basta criar uma carteira digital e comprar uma fração de Bitcoin, ou qualquer outra criptomoedas, mesmo que para teste da tecnologia. Outras formas de conseguir Bitcoin são trabalhando pela moeda, minerando ela ou até vendendo produtos por criptomoedas.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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