Concurso para Diplomata no Brasil exige conhecimento em criptomoedas e blockchain

Vaga foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça!

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Bitcoin e Bandeira do Brasil - Brasileiros e criptomoedas (criptomoeda pública)
Bitcoin e Bandeira do Brasil - Reprodução/Flickr

O governo do Brasil abriu um concurso público para Diplomata, exigindo conhecimento em criptomoedas e tecnologia blockchain. A carreira é vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, também conhecido como Itamaraty.

Em um mundo cada vez mais globalizado, cada país tem a missão de relacionar da melhor forma possível uns com os outros. No contexto atual, em que todos os países se unem para o combate a uma grave pandemia (COVID-19), e crise econômica, a cooperação é ainda mais vital.

Para representar seus interesses e posições em outros países, o estado brasileiro precisa, entre outros, de diplomatas. Essa carreira, de fato, é um instrumento importante da política externa de um país, exigindo atenção e dedicação dos diplomatas ao representar o Brasil em negociações com demais países.

Concurso público para Diplomata no Brasil é publicado no Diário Oficial da União

Desde 1945, com a criação do Instituto Rio Branco (IRBr), é obrigatório o concurso público para acesso à carreira de diplomata. O instituto foi criado por José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, considerado o patrono da diplomacia brasileira.

Um candidato aprovado no Concurso de Admissão do IRBr ingressa na carreira como Terceiro-Secretário. Após o ingresso, a carreira oferece as promoções para Segundo-Secretário, Primeiro-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe e Ministro de Primeira Classe (Embaixador).

Para quem tem o sonho de se tornar um embaixador, pode já começar sua carreira com uma nova oportunidade aberta hoje. De acordo com uma publicação no Diário Oficial da União (DOU), nesta terça, novas vagas para o concurso de diplomata no Brasil foram disponibilizadas.

O desafio dos participantes é ser aprovado em três fases de provas, de caráter eliminatório, que serão feitas em algumas capitais. Os aprovados poderão se matricular no Curso de Formação de Diplomatas do Instituto Rio Branco, e a remuneração inicial é de R$ 19.199,06 (valor bruto).

Entre os requisitos básicos para investidura no cargo, estão ser brasileiro nato, estar em dia com obrigações eleitorais, assim como serviço militar e estar no gozo dos direitos políticos. Além disso, é necessário ter idade minima de 18 anos, apresentar diploma de nível superior em instituição credenciada ao MEC e, enfim, ser aprovado no concurso.

Conhecimentos diversos são necessários para provas, até em criptomoedas e blockchain

Serão 25 vagas para o concurso de Diplomata em aberto no Brasil, sendo 18 de ampla concorrência. Dessas, cinco são para candidatos negros e duas para pessoas com deficiência, atendendo legislação pertinente.

Na primeira e terceira fases, serão oferecidas várias questões aos candidatos sobre Política Internacional. Neste ponto, o conteúdo programático do concurso exige conhecimentos diversos, inclusive em criptomoedas e tecnologia blockchain

“19 Criptomoedas, blockchain e os impactos na economia mundial.”

O que o Itamaraty pede dos candidatos é que saibam quais são os impactos das criptomoedas e blockchain na economia mundial. Isso porque, o tema é novo, mas tem chamado atenção de vários governos pelo mundo, alguns que até já regulamentaram o setor em seus países.

No Brasil, por exemplo, o setor de blockchain é incentivado pelo Governo Digital, programa que pretende digitalizar serviços. Além disso, as criptomoedas são legalizadas em vários países pelo mundo, contudo, outros tratam o tema com cautela, como a China, em que o Bitcoin é visto com desconfiança.

O resultado do concurso será no final de dezembro, e até lá exigirá dos participantes uma dedicação nos estudos. Confira o Edital para o Concurso Público de admissão à carreira de diplomata na íntegra aqui neste link.

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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