Conheça a Chainabuse, plataforma criada pela Binance, Circle e outras gigantes

Além de fornecer os endereços, como de BTC e ETH neste caso, os usuários também precisam trazer evidências para suportar suas acusações. A partir disso, a própria comunidade consegue filtrar casos reais de falsos ataques.

Criptomoedas penduradas.
Criptomoedas penduradas.

Gigantes da indústria de criptomoedas, como Binance e Circle, se reuniram para dar vida a plataforma Chainabuse. Seu propósito é reunir denúncias sobre diversos golpes, melhorando a segurança de todos usuários de forma descentralizada.

Além de reunir endereços de possíveis golpes na rede do Ethereum e Bitcoin, duas com os maiores números de denúncias, também é possível encontrar outras como Binance Smart Chain, Solana, Polygon, Hedera e Tron.

Outra funcionalidade é um ranking de contribuidores. Embora não exista nenhuma recompensa monetária, esta fama pode ser um bom incentivo para que usuários continuem realizando denúncias na plataforma.

Chainabuse aponta os golpes mais comuns

Se as criptomoedas se abriram para diversos casos de uso, o mesmo parece ter acontecido com os golpes. No total, a Chainabuse já reúne 18 tipos deles, incluindo esquemas Ponzi, extorsões sexuais, rug pulls e outros. Os cinco mais comuns são os seguintes:

  1. Exploit de contratos
  2. Golpes sobre doações à Ucrânia
  3. Phishing
  4. Ransonware
  5. Golpes de airdrop

Em relação as blockchains mais utilizadas pelos golpistas, o Ethereum é dominante. São mais de 270 denúncias, seguido por 193 golpes relacionados ao Bitcoin e 96 na Binance Smart Chain.

“Um site falso está reivindicando afiliação ao Patreon. O site afirma que está arrecadando bitcoin, USDC ou ethereum para ajudar a comprar suprimentos médicos, munições e alimentos para as pessoas que estão sofrendo na Ucrânia,” aponta uma denúncia.

Denúncia sobre golpe relacionado a doações à Ucrânia. Fonte: Chainabuse

Além de fornecer os endereços, como de BTC e ETH neste caso, os usuários também precisam trazer evidências para suportar suas acusações. A partir disso, a própria comunidade consegue filtrar casos reais de falsos ataques.

Previnir é melhor que remediar

Ao que tudo indica, o site da Chainabuse parece servir mais como prevenção do que como remédio. Afinal, após os fundos pararem nas mãos de criminosos, é difícil acreditar que estes possam ser recuperados.

De qualquer forma, reunir diversos casos em uma única plataforma pode salvar tempo e dinheiro. Além disso, o próprio Reino Unido já possui uma ferramenta parecida com esta da Chainabuse. Ou seja, o crescente número de golpes é uma preocupação geral.

De qualquer forma, ao lidar com criptomoedas, vale aquela máxima: tudo é golpe até se provar o contrário. Portanto, mantenha seus bitcoins em sua própria carteira, preferencialmente em um ambiente seguro e não confie em ninguém.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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