Conselho do G20 promete regulação robusta contra criptomoedas

Em três países, Ucrânia, Rússia e Venezuela, mais de 10% da população possuem contato com criptomoedas, em geral. Já no Brasil, cerca de 1 a cada 20 brasileiros está ligado a esta nova forma de dinheiro.

Moedas físicas de Bitcoin e da stablecoin Tether.
Moedas físicas de Bitcoin e da stablecoin Tether.

Em carta publicada nesta segunda-feira (11), o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) promete apresentar um conjunto de leis internacionais ao G20 em outubro deste ano. Embora o texto foque em stablecoins, manchadas pelo fiasco da TerraUSD (UST), é possível que o mesmo aproveite a oportunidade para martelar outras criptomoedas.

Citando a palavra “risco”, no plural ou singular, em cada parágrafo do documento, o órgão cita que o cripto-mercado possui vulnerabilidades que podem ter impacto no sistema tradicional à medida que os dois criam mais laços.

Sendo assim, este pode ser o início de uma grande regulamentação global, a ser seguida tanto por potências globais quanto por países em desenvolvimento. Em outras palavras, isso pode moldar o futuro das criptomoedas.

FSB apresentará recomendações em outubro

Fundado no mesmo ano em que o Bitcoin foi criado, 2009, o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) é formado por grandes nomes. Como destaque, temos o brasileiro Roberto Campos Neto, presidente do BC, e Gary Gensler, presidente da CVM dos EUA.

Segundo o documento publicado pelo FSB nesta segunda-feira (11), seu principal medo está ligada as stablecoins. O motivo pode ser justamente a sua estabilidade, que facilita a adoção, contudo sua segurança é dependente de terceiros.

“O FSB apresentará um relatório de consulta pública sobre a revisão de suas recomendações para a regulamentação, supervisão e fiscalização global sobre stablecoins,” aponta o texto do FSB. “Incluindo como as estruturas existentes podem ser estendidas para fechar lacunas e implementar recomendações de alto nível.”

Tais recomendações serão apresentadas em outubro deste ano aos primeiros-ministros e banqueiros centrais do G20, incluindo do Brasil. Portanto, espera-se que tenha grande impacto na coordenação global.

Criptomoedas estão tomando o mundo

Embora tenham ignorado as criptomoedas por diversos anos, o próprio FSB cita que elas estão evoluindo rapidamente. Além do Bitcoin, hoje é possível encontrar diversas outras moedas e casos de uso para as mesmas.

Com isso, a adoção global também está disparando. No último relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), é possível vislumbrar a crescente adoção.

Adoção das criptomoedas nas 20 maiores economias. Fonte: ONU.

Em três países, Ucrânia, Rússia e Venezuela, mais de 10% da população possuem contato com criptomoedas, em geral. Já no Brasil, cerca de 1 a cada 20 brasileiros está ligado a esta nova forma de dinheiro.

Portanto, estamos em uma grande fase de acumulação, podendo demorar pouco tempo até que o Bitcoin e outras criptomoedas passem a circular no mesmo ritmo que moedas fiduciárias, especialmente em países afetados pela inflação. Portanto, os reguladores que se apressem.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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