Cônsul da Guiné pode ter lavado dinheiro com criptomoedas, diz denúncia da PGR

Para investigadores, o uso de criptomoedas era só mais uma forma de o cônsul lavar o dinheiro sujo.

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Cônsul Adailton Maturino dos Santos (esq) em evento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Divulgação/TSE

O cônsul da Guiné Bissau no Brasil, Adailton Maturino dos Santos, pode ter usado criptomoedas para lavar parte de dinheiro obtido de forma ilícita em esquema fraudulento. A informação consta em denúncia da Procuradoria-Geral da República divulgada na terça-feira (10).

No documento, que já foi encaminhado para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), Maturino dos Santos e outras 14 pessoas são acusadas de participar de organização criminosa que vendia decisões do Tribunal de Justiça da Bahia. O cônsul seria o operador de tudo.

Criptomoeda pode ter sido usada para negociação com príncipe

Para investigadores, o uso de criptomoedas era só mais uma forma de o cônsul lavar o dinheiro sujo. Durante as investigações, foi encontrado um talão de cheque dele que mencionava negociação de criptoativos com Vincenzo Sarausa, que se apresentava como “Sua Majestade Don Vincenzo Davide, príncipe soberano de Santo Estevão”.

A investigação também concluiu que o cônsul atuava ao lado de sua esposa, Geciane Maturino. Só com o casal foram encontrados nove carros de luxo importados (parte deles registrado em nome de terceiros), uma aeronave e outros indícios de crimes por meio de empresas constituídas para a blindagem patrimonial de

Entenda como funcionava a organização criminosa

O esquema criminoso, de acordo com a PGR, envolveu a venda de sentenças e outros crimes que tinham como objetivo permitir a grilagem de terras no oeste da Bahia. O pontapé do negócio fraudulento, segundo a denúncia, foi dado pelo cônsul Maturino dos Santos, que em 2013 validou matrículas de imóveis em nome um borracheiro.

Desde então, a organização se modernizou e começou a atuar por meio de três núcleos: o econômico, formado por produtores rurais dispostos a pagar por ordens judiciais que permitissem legitimar a posse e a propriedade de imóveis; o jurídico, composto por desembargadores, juízes e servidores do Tribunal de Justiça da Bahia; e o causídico, que tinha advogados.

Chamadas telefônicas foram usadas como prova do esquema

O Ministério Público Federal sustentou que, apesar de os envolvidos terem se esforçado para tentar apagar os rastros do esquema criminoso, foi possível identificar a fraude por meio do “cruzamento de chamadas telefônicas entre eles”. Os envolvidos estão sendo acusados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Veja lista de denunciados

Desembargadores
Maria da Graça Osório Pimentel
José Olegário Monção Caldas
Maria do Socorro Barreto Santiago
Gesivaldo Nascimento Britto

Juízes de Direito
Sérgio Humberto de Quadros Sampaio,
Marivalda Almeida Moutinho
Márcio Reinaldo Miranda Braga

Operadores e beneficiados
Antônio Roque do Nascimento Neves
Júlio César Cavalcanti Ferreira
Karla Janayna Leal Vieira
Adailton Maturino dos Santos
Márcio Duarte Miranda
Geciane Souza Maturino dos Santos
José Valter Dias
Joílson Gonçalves Dias

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Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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