
(Foto/Reprodução)
A corretora de bitcoin Bisq anunciou a devolução dos fundos aos usuários afetados por um ataque hacker ocorrido em maio, e o grupo de desenvolvedores publicou os detalhes das operações de ressarcimento na terça-feira (16).
Investidores voluntários conhecidos como Anjos do Reembolso cobriram o prejuízo total calculado em mais de 11 bitcoins. Estes apoiadores aportaram quantias próprias para garantir a integridade do ecossistema comercial.
As compensações alcançaram um valor superior a US$ 890 mil na cotação da época do incidente de segurança.
Desta forma, a corretora mitigou os danos aos clientes sem esgotar os caixas diretos do projeto, mas agora busca forma de devolver dinheiro aos apoiadores.
O pagamento das dívidas exige reestruturações amplas nas contas da Organização Autônoma Descentralizada (DAO).
Integrantes avaliam reajustes nos custos das transações comerciais para pagar os apoiadores voluntários no prazo estipulado.
Uma das propostas reduz os descontos das operações pagas com o token nativo da plataforma descentralizada.
Além disso, o grupo estuda elevar o valor base cobrado nas negociações efetuadas em bitcoin.
As parcelas das receitas com tarifas sofrerão redirecionamentos para quitar os débitos negociados em dólar americano.
Os desenvolvedores preferem a moeda fiduciária para evitar a volatilidade natural do mercado de criptoativos ao longo dos meses.
A transição ocorrerá em ciclos definidos para não prejudicar os colaboradores diários da rede de transações.
O processo prevê uma destinação progressiva das arrecadações até atingir a cota necessária para sanar a dívida.
Cálculos preliminares indicam um horizonte de liquidação em torno de um ano e meio para devolver o capital. Previsões alternativas dependem do volume de negócios efetuados na plataforma durante o período de devolução.
Regras de substituição permitem trocas nos acordos vigentes para poupar recursos vitais da organização no futuro. Ofertas com exigências financeiras menores ganham prioridade nas rodadas de votação do comitê responsável.
Os líderes do projeto concluíram quase todas as etapas de proteção dos sistemas operacionais da versão atual.
Assim, restam apenas auditorias extras no mecanismo de confirmação automática e ajustes estruturais de rotina.
O suporte para stablecoins também receberá atenção redobrada dos programadores no curto prazo. A intenção é abranger as opções mais procuradas em diversas redes blockchain nos próximos meses.
A equipe recomenda o uso de alternativas sem depósito para operações de quantias muito baixas em criptomoedas.
Este conselho visa proteger os usuários das novas cobranças fixas integradas ao sistema principal.
O lançamento de uma tecnologia de múltiplas assinaturas (multisig) segue como o foco principal do grupo para o ano. Desenvolvedores esperam migrar o público para esta versão com maior segurança cibernética nas transações de varejo.