Criptomoeda prometia lucros para todos, mas só os criadores ficaram ricos

Criptomoeda prometia projeto de "internet para o povo", mas só deixou seus criadores ricos, diz reportagem.

Uma reportagem sobre executivos de uma criptomoeda que lucraram mais que os investidores foi revelada pela Forbes. Quando um projeto é criado para ser descentralizado, além da própria tecnologia é importante que ele não tenha dono, como o Bitcoin, o maior protocolo soberano já criado.

Assim, outras criptomoedas não costumam durar muito tempo com a ideia de descentralização, visto que suas tecnologias não permitem isso, nem a forma como as moedas são distribuídas.

No início do projeto Helium, por exemplo, os seus criadores prometiam que todos teriam lucros iguais. Mas uma investigação sobre o caso descobriu que a verdade pode não ser essa.

Nos últimos dias, um bug fez a Binance distribuir milhões da criptomoeda de graça para usuários, que lucraram com o episódio. A rede dessa moeda está sendo desabilitada, visto que todo seu ecossistema será levado para a Solana em busca de criar uma solução Web3.

Executivos da criptomoeda Helium lucraram mais que investidores, diz Forbes

A Helium é um projeto de criar uma “Rede do Povo”, uma forma de internet mundial abastecida pela própria comunidade, que aumenta a cobertura com seus roteadores. Esses equipamentos também mineram novas criptomoedas para a rede e devem ser adquiridos pelos interessados que esperam colaborar com o ecossistema.

Muitas pessoas foram atraídas pela promessa de uma rede mundial, mas de acordo com uma nova reportagem da Forbes quem pode ter lucrado de verdade foram os executivos dessa criptomoeda.

Um homem que comprou um roteador disse que a reportagem que pagou US$ 500,00 para que o equipamento chegasse, mas demorou seis meses para que a entrega fosse concluída. Ao ligar o equipamento minerador, ele gerou em três meses apenas 1 HNT, que hoje custa US$ 4,50, se mostrando arrependido pela aquisição.

Na investigação feita sobre os executivos, que divulgavam um projeto “descentralizado”, tudo indica que eles silenciosamente lucravam aos poucos mais moedas que os mineradores da rede.

O levantamento resultou na identificação de 30 carteiras ligadas a funcionários da Helium e familiares dos mesmos, que mineraram 3,5 milhões de HNT, metade do que foi extraído nos primeiros três meses da rede.

Um quarto das moedas geradas nos primeiros seis meses foram para executivos

Uma prática vista com maus olhos por grande parte do mercado de criptomoedas é a pré-mineração, ainda que o criador do Ethereum, Vitalik Buterin defenda a prática.

De qualquer forma, os executivos da Helium não utilizaram este recurso de pré-mineração, mas ao lançarem a rede, 1/4 das moedas geradas foram para seus endereços, o que indica uma possível nova versão da mineração prévia.

Os executivos nunca divulgaram esses ganhos milionários que tiveram no início do projeto para sua comunidade. Mas a Forbes, que contou com a ajuda da Certik nas investigações, acredita que o caso seja de um projeto que visava apenas enriquecer seus criadores.

A comunidade Helium já vinha criticando o projeto pela sua baixa lucratividade na mineração, mas agora ganha mais uma nova cobertura sobre uma possível fraude na distribuição inicial de seus tokens.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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