“Pré-mineração do Ethereum é glorioso”, diz Vitalik Buterin

Vitalik Butein vestido de unicórnio em evento
Vitalik Butein vestido de unicórnio em evento

Ao ser questionado sobre a pré-mineração do Ethereum, que o deixou rico, Vitalik Buterin afirmou que pré-mineração é algo glorioso e bom. Seguindo, aponta que este tabu felizmente já foi quebrado pela comunidade.

Para entender esta questão, é preciso voltar ao início. Enquanto o Bitcoin teve uma largada justa, onde apenas mineradores ganharam moedas, o Ethereum realizou uma pré-mineração de mais de 72 milhões de Ether (ETH), parte vendida, parte mantida aos desenvolvedores.

Hoje estes 72 milhões de ETH valem cerca de 440 bilhões de reais, mais da metade da oferta em circulação. Destes, Buterin teria ficado com quase 700.000 ETH, hoje equivalentes a R$ 4,3 bi.

Vitalik Buterin defende a pré-mineração

Enquanto usava o Twitter para conversar sobre o status de músicos, filmes e séries televisivas, Vitalik Buterin foi interrompido por bitcoiner. Bravo, o usuário questiona o enriquecimento de Buterin com a pré-mineração do Ethereum.

“E quanto ao seu motivo pouco lisonjeiro para enriquecer com tokens pré-minerados?”

Como resposta, o criador do Ethereum mostrou-se contente em ter conseguido lançar uma moeda pré-minerada. Afinal, se hoje a prática é pouco aceita, em 2014 era quase impossível imaginar que a ideia teria sucesso.

“Pequenas pré-minerações são gloriosas e boas (embora longe de serem perfeitas, porque não são sustentáveis).”

“A ideia de que os mineradores devem ser os únicos que devem ter acesso a moedas impressas em um protocolo é uma perversão ideológica que o cripto-espaço felizmente ultrapassou,” finaliza Buterin.

Além de ter sido muito criticado sobre o modelo inicial do Ethereum, também devemos lembrar que tal prática pode levar o ETH a ser considerado como um valor mobiliário. Em outras palavras, isso poderia criar um problema jurídico ao Ethereum, assim como está acontecendo com a Ripple.

Contudo, esta é uma opinião antiga de Buterin e nada nela mudou nos últimos quatro anos. Em 2018, o criador do Ethereum escrevia que estava feliz em ter “legitimado a pré-mineração”, além de criticar mineradores que apenas operavam “caixas que gastam pilhas de eletricidade.”

Pré-mineração é mesmo boa?

Embora consiga fazer com que desenvolvedores tenham uma motivação para continuar melhorando o projeto e, por consequência, elevar o preço da criptomoeda, a mineração não é vista com bons olhos pela maioria da comunidade.

O principal motivo é o padrão apresentado pelo Bitcoin. Neste, nenhum desenvolvedor ficou rico, pelo contrário, alguns até enfrentam dificuldades financeiras.

Já na maioria das altcoins, muitos desenvolvedores ficam ricos muito rapidamente, sem nem mesmo entregar um produto. Talvez por conta disso é que existam tantas shitcoins no mercado.

Alguns projetos já tentaram implementar taxas na mineração, como de 10% para financiar estes profissionais. Entretanto, esta não é uma prática popular, apesar de ser uma alternativa.

Por fim, quem investe em Ethereum — ou outra criptomoeda — sabe de seu passado. Portanto, está aceitando estas práticas de livre vontade, sabendo que bilhões podem ser despejados em sua cabeça.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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