CVM alerta contra Grupo Onil, ou Onilx e estipula multa diária

Empresa e divulgadores podem sofrer as consequências em caso de descumprimento de determinação

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) partiu para cima da empresa Onilx, parte do grupo Onil, emitindo um alerta geral ao mercado de investimentos brasileiros contra a empresa que diz operar com criptomoedas.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) alerta ao mercado de capitais e ao público em geral sobre a atuação do grupo Onil ou OnilX, incluindo as sociedades 3Specht CCV Ltda., 3specht CTB Ltda., Aureum Investimentos Ltda., DLL Capital Ltda., Onil Business Ltda., Onil Exchange Internacional S/A., DRD Business Ltda., DRD Business 4 Ltda., MGA Capital Ltda., Nexseed Investimentos Ltda., P7 Capital Ltda., Port for Business Praia Grande Consultoria e Investimentos Ltda. e D1 Tecnologia e Negócios Ltda“, diz a nota pública do regulador do mercado de capitais nacional.

Fundada por Fábio Lino, a empresa com sede em Curitiba (Paraná) teria atuado na captação de investidores sem obter o aval para isso. Ou seja, atua em descompasso com o compliance exigido por empresas do mercado de investimentos.

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Além disso, a comissão encontrou a captação por meio de site próprio da empresa e divulgadores que buscam captar clientes diretamente. Com o alerta, há uma previsão de multa diária de R$ 1 mil para todos que forem flagrados descumprindo a nova determinação, a empresa ou seus colaboradores.

O grupo Onil ou OnilX e as sociedades ligadas a ele não possuem autorização da CVM para intermediar valores mobiliários, atuar como assessores de investimentos ou captar recursos de investidores para aplicação em valores mobiliários“, diz a nota pública.

Publicado nacionalmente no Diário Oficial da União desta quarta-feira (14), o Ato Declaratório CVM 24.680 já estava pronto desde o dia 12 de janeiro. O documento conta com assinatura de André Francisco de Alencar Passaro, da Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários.

Onilx tem captado investidores de criptomoedas para seus produtos, diz CVM

Para seus produtos de criptomoedas, não mencionados em detalhes pelo regulador, a OnilX estaria captando brasileiros sem nem buscar o registro de suas operações. Em casos similares no passado, os clientes correram riscos de a empresa sumir com o dinheiro dos clientes, entre outros problemas.

Vale destacar que a CVM não apontou se o Grupo Onil por meio da OnilX praticava fraudes contra o sistema financeiro nacional, como Ponzi ou Pirâmide Financeira.

De qualquer forma, a empresa cresceu no Paraná e em todo o Brasil ao apoiar projetos esportivos de futebol do Londrina, Maringá e Atlético Clube Paranavaí, onde comprou a SAF.

Empresa cresceu com marketing no esporte do Paraná
Empresa cresceu com marketing no esporte do Paraná (Redes).

Além disso, seu fundador tinha o hábito de se aproximar de celebridades, como Ronaldo Fenômeno, o cantor Gustavo Lima e até o ex-ministro Paulo Guedes, o que mostrava um estilo de vida de “grandes contatos” para clientes.

Fundador Onilx Gustavo Lima e Luciano Hang
Fundador da Onilx com Gustavo Lima e Luciano Hang (Redes).
Fundador Onilx em foto com Ronaldo Fenômeno
Fundador Onilx em foto com Ronaldo Fenômeno (Redes).
Fundador Onilx com Paulo Guedes
Fundador Onilx com Paulo Guedes (Redes).

Em nota, e Onilx disse que sua atuação “está restrita a operações de troca de moeda fiduciária por ativos digitais no mercado OTC”, além de serviços de custódia desses ativos.

Confira a resposta completa da empresa:

“O ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) busca esclarecimentos e informações sobre uma suposta oferta de valores mobiliários realizada por pretensos assessores da OnilX.

Vale destacar que as atividades em questão não são exercidas pela companhia, que desenvolve operações vinculadas a troca de moeda fiduciária por ativos digitais (otc), além da custódia de tais ativos.

As atividades exercidas pela OnilX serão reguladas pela Resolução BCB 520, cuja eficácia ainda encontra-se suspensa, mas que seus procedimentos estão sendo atendidos prontamente pela companhia.

A companhia, por meio de seu departamento jurídico, está preparando os esclarecimentos pertinentes e vai disponibilizar, dentro dos prazos exigidos, toda e qualquer documentação que venha a ser solicitada, além de deixar claro para os órgãos reguladores e, também, para o mercado os detalhes de suas operações.”

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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