CVM da Argentina libera contratos futuros de bitcoin

CNV conversou com empresas do mercado em hub de inovação por um ano, e agora Argentina larga na frente ao ser o primeiro país da América do Sul a ter derivativos de bitcoin regulados.

A CVM da Argentina, Comisión Nacional de Valores (CNV), aprovou o primeiro contrato de futuros de bitcoin regulado no país, se tornando o primeiro da América do Sul liberado em um estado.

A autorização se refere a regulamentação dos contratos futuros do Índice Bitcoin Matba Rofex, com negociação e liquidação em pesos argentinos e sem entrega do ativo objeto.

Em nota, a CNV destaca que a liberação do produto tem ligação com a agenda estratégica do país. Além disso, a nova medida adotada por resolução pretende adequar o país aos novos desafios regulatórios impostos pode novas tecnologias de produtos financeiros.

Com a chegada do produto no mercado, a Bolsa de Futuros da Argentina, que procurava listar produtos de Bitcoin desde 2021, enfim consegue emplacar uma novidade no setor.

Entenda como vai funcionar o primeiro contrato de futuros de bitcoin da Argentina

Além de promover o desenvolvimento de produtos novos e inovadores por seus sujeitos regulados no mercado de capitais, a CNV espera continuar inovando.

A conformação do referido índice será feita a partir de informações sobre o preço do Bitcoin fornecidas por diferentes provedores de preços, entidades que facilitam a operação do par BTC/ARS, com depósito de pesos argentinos por meio de transferência bancária.

Em apuração do Livecoins, fica claro que o Índice Bitcoin Matba Rofex tem as corretoras Bitso, CryptoMKT e Decrypto como referência. Além disso, também busca informações nas empresas Argenbtc, Buenbit, fiwind, Let’sBIT, Ripio, SatoshiTango e Settle.

Vale lembrar que essas são empresas privadas, sem qualquer ligação com a CNV, que autorizou o produto de contratos futuros de bitcoin ligados ao índice.

No entanto, o órgão público obriga a bolsa Matba Rofex SA a ter um contrato com o Banco Central da Argentina (BCRA), autorizado como um Provedor de Serviços de Pagamento.

Colaboração público-privada permitiu lançamento de inovação

No Brasil, a CVM tem fechado as portas para algumas inovações com criptomoedas e causa revolta em tokenizadoras, por exemplo, que acusam a autarquia de não conversar com empresas.

Contudo, a autorização do novo produto de contratos futuros de bitcoin pela CNV na Argentina passou por um ano de discussões público-privadas. Ou seja, por meio de um hub de inovação, o mercado e agentes do governo chegaram a um consenso sobre o novo produto.

No futuro, a bolsa responsável por acompanhar o derivativo deverá dar suporte a investidores qualificados, que poderão enfim se expor às variações de preço do bitcoin no mercado regulado.

Além disso, deverá manter alertas dirigidos ao público investidor, sobre riscos das operações e eventuais problemas com o instrumento.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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