O Departamento de Justiça americano anunciou nesta quinta-feira (10) a condenação de Oleksii Oleksiyovych Lytvynenko (44), um cidadão ucraniano, por seu envolvimento com o ransomware Conti.
Segundo as autoridades, o ransomware fez mais de mil vítimas em todo o mundo e os pagamentos feitos pelas vítimas ultrapassam a faixa de US$ 150 milhões. Como exemplo, os hackers exigiram R$ 224 milhões em Bitcoin para liberar sistemas de uma escola americana em 2021.
Em 2022, os EUA chegaram a oferecer uma recompensa de R$ 75 milhões por informações sobre os hackers. Lytvynenko foi preso no ano seguinte na Irlanda e extraditado para os EUA em 2025.
Outros quatro suspeitos já haviam sido acusados
O ucraniano Oleksii Lytvynenko já havia se declarado culpado das acusações de conspiração para cometer fraude eletrônica em julgamento realizado em julho.
Na data, o desenvolvedor admitiu ter sido instruído a trabalhar na programação de um “loader”, utilizado para carregar programas necessários à execução de outros ataques. O Departamento de Justiça também destaca que artefatos forenses foram recuperados no momento de sua prisão, demonstrando envolvimento contínuo em atividades de ransomware.
A. Tysen Duva, procurador-geral adjunto da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, afirma que essa sentença de quatro anos de prisão reflete a gravidade do ransomware e o compromisso das autoridades em proteger hospitais, escolas e outras instituições americanas.
“Durante anos, o grupo de ransomware Conti executou uma campanha contínua e sofisticada que fez centenas de organizações nos Estados Unidos e no exterior, incluindo entidades de infraestrutura crítica, serem vítimas, causando prejuízos de milhões de dólares. Lytvynenko participou dessa conspiração tanto como invasor quanto como desenvolvedor, prejudicando pessoalmente pelo menos 12 empresas, armazenando dados roubados de vítimas e ajudando a desenvolver as ferramentas maliciosas que o Conti usava para extorquir e ameaçar comunidades. Mesmo após o fim da conspiração do Conti, ele continuou envolvido em operações ativas de ransomware até sua prisão. Cibercriminosos que desenvolvem, distribuem ou lucram com malwares como o Conti, independentemente de onde atuem, serão responsabilizados e enfrentarão consequências concretas nos tribunais americanos.”
O texto, no entanto, não revela nenhuma apreensão de criptomoedas do acusado.
Além de Lytvynenko, o governo já havia processado Maksim Galochkin, Maksim Rudenskiy, Mikhail Mikhailovich Tsarev e Andrey Yuryevich Zhuykov, todos de nacionalidade russa, ainda em setembro de 2023, pelo envolvimento no ransomware Conti.
