Desenvolvedores de “NFTs do Minecraft” desaparecem com R$ 6,3 milhões de investidores

Mais uma vez uma história mostrando o quão imaturo está o criptomercado em muitos setores e o quanto é preciso investir em algo que tenha mais do que apenas hype.

Com o crescimento do interesse nos NFTs em diferentes setores vemos diferentes projetos nascendo na indústria e também vários outros que morrem deixando muitos no prejuízo. Recentemente um jogo NFT inspirado no Minecraft aparentemente puxou o tapete de seus investidores, com os desenvolvedores “sumindo” com cerca de US$ 1,2 milhão do dinheiro investido pelos futuros jogadores.

O jogo Blockverse, que é essencialmente um servidor PvP de Minecraft com acesso restrito para quem possui NFTs do jogo, chamou a atenção de muitos investidores e jogadores que buscavam um novo jogo onde pudessem ganhar dinheiro.

O suprimento inicial de 10 mil NFTs com preço de 0.05 ETH foi esgotado em questão de minutos, provando haver um grande entusiasmo envolvendo todo o projeto.

Até mesmo o Blockverse comemorou o grande sucesso da sua venda inicial, postando no Twitter o momento importante para toda a comunidade, agradecendo o suporte que muitos estavam dando ao projeto.

Desenvolvedores somem

A alegria (dos investidores) não durou muito tempo, apenas alguns dias após a venda dos NFTs os criadores do projeto parecem ter desaparecidos.

Não apenas isso, o servidor do Discord foi deletado e até mesmo o site do Blockverse saiu do ar.
O dinheiro roubado pelos desenvolvedores é uma quantia considerável, com a um total de 500 ETH roubados, cerca de US$ 1,2 milhão na atual cotação do mercado.

Os desenvolvedores simplesmente sumiram e ficaram em silêncio total por cerca de três dias, até esse ponto todos já estavam apostando que eles nunca mais iriam voltar e que nunca mais ninguém veria o dinheiro.

Mas recentemente os desenvolvedores deram o ar da graça no Twitter, postando uma declaração tentando explicar o sumiço.

De acordo com o texto os desenvolvedores pediram desculpas por sumirem e explicaram suas ações. Eles afirmaram que tudo estava de acordo com o projeto e que tudo era legítimo com o Blockverse.

Conforme os desenvolvedores, eles “ficaram com medo” e nervosos com a situação, por isso despareceram por esses dias sem dar sinal de vida.

“O FUD rapidamente se tornou assédio, ameaças e doxxing. O time notou isso e entrou em pânico, deletando o servidor do Discord por impulso. O resto foi todo fechado para evitar a continuação do assédio (…) O plano era reabrir tudo uma vez que todos tivessem tempo para se acalmar.”, afirmou o documento dos desenvolvedores.

O que os desenvolvedores chamam de “assédio” na verdade foi uma grande onda de reclamações dos investidores, principalmente sobre a falta de utilidade do token nativo do projeto e vários problema envolvendo o jogo.

Desculpas dos desenvolvedores não convenceu

Como é de se imaginar nem todo mundo foi convencido pelas desculpas dos desenvolvedores e não acreditam que eles mereciam ficar com os 500 ETH que eles afirmaram ser um pagamento justo pelo trabalho que eles entregaram.

“Vocês deletaram o Discord 24h depois da mineração inicial, vocês deletaram o servidor do Minecraft 24h após o lançamento, vocês basicamente sumiram após o lançamento… vocês puxaram o tapete.” , disse um dos investidores.

Com isso o projeto “está de volta” até mesmo reabrindo o servidor no Discord, mas agora a comunidade não confia mais tanto no projeto.

O preço dos NFTs ligados ao jogo caiu bastante desde a venda inicial, com alguns sendo apenas dados de graça.

NFTs da Blockverse sendo vendidos no OpenSea.

Mais uma vez uma história mostrando o quão imaturo está o criptomercado em muitos setores e o quanto é preciso investir em algo que tenha mais do que apenas hype.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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