Dono de corretora de criptomoedas pode pegar 8 anos de prisão por suposto golpe de R$ 417 milhões

Henrique HK
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Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Jeong-hoon Lee, atual proprietário da corretora Bithumb, está sendo acusado de ter aplicado um golpe de 100 bilhões de wons sul-coreanos, equivalente a mais de R$ 400 milhões. Como pena, promotores pediram que Lee passe oito anos na prisão.

Tal pedido foi realizado nesta terça-feira (25) durante julgamento de Lee sobre o caso, conforme informações da agência de notícias local Yonhap.

Em caso separado, a justiça sul-coreana também estava a procura de Lee e executivos de outras corretoras sul-coreanas para obter declarações sobre o colapso da criptomoeda Terra (LUNA), criada pelo seu conterrâneo Do Kwon.

Processo cita Bithumb Coin (BXA), afirmando tratar-se de um golpe

Em 2019, era anunciada a criação da Bithumb Coin (BXA), uma criptomoeda que funcionaria como a famosa Binance Coin (BNB), oferecendo vantagens a seus detentores, como descontos nas taxas de negociação dentro da corretora.

Entretanto, é notável que tal projeto nunca foi realizado já que esta criptomoeda não existe. Segundo informações, Lee teria convencido Kim Mo a adquirir a corretora Bithumb, afirmando que eles poderiam criar a Bithumb Coin (BXA) e então listá-la na própria corretora, o que não aconteceu. Portanto, todos investidores perderam todo dinheiro investido na mesma.

Com parte dos fundos arrecadados na pré-venda da criptomoeda BXA, Kim Mo teria comprado a parte de Lee na empresa, mas, no final, a aquisição teria falhado.

Sem continuação do projeto, Mo também foi processado ao lado de Lee, mas alega que também foi enganado assim como todos investidores da BXA. Indo além, o processo alega que Jeong-hoon Lee, dono da Bithumb, lucrou 112 bilhões de wons sul-coreanos, equivalente a 417 milhões de reais em conversão direta, com a pré-venda deste token.

“A estrutura deste caso é um contrato típico de venda de ações”, argumentou o advogado de defesa de Lee. “As negociações foram mantidas por 90 dias, e tanto o réu quanto Kim são especialistas, e advogados de escritórios de advocacia estiveram envolvidos em ambas as negociações.”

Finalizando, a defesa também alega que o contrato foi cumprido e que Kim estaria tentando fugir da sua responsabilidade para com os investidores lesados.

Agora, todos esperam pela audiência de julgamento, a ser realizada no dia 20 de dezembro. Como destaque, a promotoria pede que Jeong-hoon Lee, dono da Bithumb, seja condenado a oito anos de prisão.

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