“É melhor ter qualquer quantia em Bitcoin que não ter nada”, diz Aaron Brown

O texto parece uma mensagem clara para grandes nomes que continuam evitando as criptomoedas. Logo no início, Brown cita que o Bitcoin evoluiu muito nos últimos anos, mas que a maioria dos investidores ainda não o considera um ativo para investir.

Em artigo de opinião publicado na Bloomberg Law, Aaron Brown afirma que até os mais céticos sobre as criptomoedas deverão comprar Bitcoin em breve. Em sua explicação, o ex-diretor de pesquisa da AQR Capital Management afirma que “é mais seguro ter uma pequena alocação em Bitcoin do que ignorá-lo”.

O texto parece uma mensagem clara para grandes nomes que continuam evitando as criptomoedas. Logo no início, Brown cita que o Bitcoin evoluiu muito nos últimos anos, mas que a maioria dos investidores ainda não o considera um ativo para investir.

“O Bitcoin tem potencial de valorização mais que suficiente para atrair investidores, e sua volatilidade não parece mais ser uma desqualificação. Questões como custódia segura, tratamento fiscal e legalidade parecem em grande parte resolvidas”, escreve o executivo.

“Mas as suas correlações com outros ativos importantes — especialmente ações, moedas e ouro — têm sido instáveis, dificultando a sua adaptação, como um convidado canhoto de um jantar.”

Ou seja, Brown acredita que a imprevisibilidade do Bitcoin seja o único motivo pelo qual alguns investidores ainda não se renderam ao ativo. No entanto, ele acredita que isso mudará em breve.

Sem exposição ao Bitcoin, você não tem os ganhos do Bitcoin, diz executivo

Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, recentemente afirmou que se ele fosse o governo, fecharia o Bitcoin. No entanto, seu banco já criou um laboratório de criptomoedas e seus analistas publicam estudos regulares sobre Bitcoin. Ou seja, nem mesmo os mais críticos conseguem evitar o setor cripto.

Para Aaron Brown, essa tendência deve aumentar em breve, sendo a aprovação dos ETFs a principal notícia aguardada pelo mercado. Afinal, além de gerar uma maior demanda, também envolve a legitimação regulatória sobre um ativo que por anos vive às margens do sistema financeiro.

“Estamos perto do momento em que mesmo os investidores mais tradicionais, geralmente céticos em relação às criptomoedas, deveriam aceitar que é mais seguro ter uma pequena alocação em Bitcoin do que ignorá-lo.”

Finalizando, cita que “as criptomoedas ainda podem chegar a zero”, mas que elas têm “potencial suficiente para deixar um portfólio desequilibrado caso não exista nenhuma exposição” a esses ativos.

Em outro trecho, o ex-diretor de pesquisas da AQR Capital Management afirma que anos atrás estimou que as criptomoedas seriam equivalentes a 3% da economia global e que desde então mantém 3% de seu capital em criptomoedas.

Inverno e verão das criptomoedas

Em algum momento da história, os mercados de baixa e alta das criptomoedas receberam o apelido de inverno e verão, respectivamente. Em seu texto, Aaron Brown resume bem como esse ciclo funciona.

“No verão das criptomoedas, muito dinheiro entra, mas também muitas pessoas sacam pelo menos alguns ganhos. Além disso, as pessoas usam o Bitcoin para passar de um projeto de criptomoedas para outro”, escreveu o executivo. “No inverno das criptomoedas, há pouco fluxo em qualquer direção, portanto, pouca demanda por serviços financeiros de Bitcoin.”

Com a alta de 165% do Bitcoin e diversas altcoins apresentando ótimos ganhos em 2023, podemos afirmar que estamos nesse verão. Devido a possível aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, provável corte de juros pelo Fed e halving no próximo trimestre, é possível que essa temporada seja longa.

Portanto, até mesmo os mais críticos deveriam aproveitar a oportunidade. Um exemplo vivo de que isso já está acontencendo é Steve Weiss. Em conversa com a CNBC no mês passado, o diretor de investimentos da Short Hills Capital Partners afirmou que não acredita no Bitcoin, mas que mesmo assim está comprando.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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