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Empresário de criptomoedas brasileiro sequestrado por grupo preso pela polícia é suspeito de aplicar golpe em banco

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Um empresário brasileiro do setor de criptomoedas sofreu um sequestro armado e agora lida com acusações de fraude, visto que autoridades apontam Gabriel Spalone como suspeito de participar de um golpe milionário contra um banco tradicional. Logo, a investigação revela uma trama com lavagem de capitais em São Paulo.

Policiais prenderam a quadrilha responsável pelo ataque na terça-feira (7). Agentes do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil deflagraram a Operação Criptonita nas ruas e, desta forma, buscaram desarticular o grupo focado em extorsões contra investidores de bitcoin.

Agentes estatais organizaram um forte esquema tático para efetuar as prisões na metrópole paulistana. Viaturas atuaram em bairros mapeados para cercar os alvos com precisão e sem alarde. Além disso, o contingente mobilizou dezenas de profissionais com foco em missões de alto risco.

O MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do CyberGAECO, em atuação conjunta com a Polícia Civil de São Paulo, e com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte e GAECO do MPPA, deflagrou operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão, prisão temporária e quebra de sigilos telefônicos e telemáticos, todos expedidos pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital“, disse o Ministério Público de São Paulo em nota na última terça.

Ação policial mira lavagem de dinheiro após sequestro de corretor de criptomoedas

Forças de segurança cumpriram mandados de prisão e buscas em diversas cidades do estado paulista. Investigadores descobriram a fraude bancária ao analisar o sequestro do rapaz de 29 anos. O crime ocorreu no mês de fevereiro do ano passado com uma emboscada na capital.

Bandidos roubaram cifras na casa dos milhões de uma grande instituição financeira sob invasão de contas, mas autoridades não revelaram o nome do banco. Criminosos usaram esse capital para comprar bitcoin com o corretor em um encontro físico, contudo, quando o dinheiro roubado caiu em sua conta foi travado por seu banco e os criminosos acharam que estavam sendo roubados. Após a transação, os infratores privaram a vítima de liberdade sob ameaças com armas.

Membros do bando queriam roubar as criptomoedas e sumir com os fundos derivados do ataque cibernético. A esposa de Gabriel rastreou o aparelho celular dele e acionou o resgate policial militar. Assim, agentes da PM de São Paulo interceptaram o veículo perto de Santa Isabel e prenderam quatro sequestradores em flagrante delito.

Aparelhos revelam conexão com facções

Telefones apreendidos forneceram provas concretas para expor a rede de crimes paralelos da quadrilha. Análises dos dispositivos revelaram diálogos sobre violência planejada e comércio ilegal de revólveres e fuzis após perícia de oficiais do GAECO encontrarem indícios graves.

Dados atestam uma provável conexão do grupo com organizações estruturadas e espalhadas pelo país. Mandados judiciais atingem alvos em São Paulo, Rio Grande do Norte e no estado do Pará. Com isso, os agentes buscaram recolher eletrônicos para identificar outros articuladores do esquema ilícito.

Policiais seguem nas ruas para cruzar cadastros e encontrar lideranças ocultas da gangue responsável. Detetives apuram a tática de usar operadores de balcão para dar aparência lícita aos fundos. Dessa forma, o rastro cibernético auxilia na composição de todo o inquérito remetido aos juízes.

Defesa afasta elo com crimes graves: “é um empresário que sofreu golpe”

O advogado de Spalone, Eduardo Maurício, falou com repórteres do SBT News para esclarecer a situação de seu cliente. Advogado atestou a inocência do rapaz e alegou indução ao erro por terceiros com propósitos escusos. De acordo com o profissional, a negociação inicial envolvia apenas a venda lícita de cotas empresariais de uma empresa de apostas, as chamadas Bets.

O defensor declarou ausência de conhecimento sobre a origem ilícita dos fundos atrelados ao banco violado. Maurício reforçou as dificuldades enfrentadas pelo corretor com prisões sem motivos reais no exterior. Além disso, isentou Gabriel de qualquer culpa pelo desvio de recursos da instituição.

O próprio corretor de criptomoedas estava com seu advogado na delegacia na terça-feira (7) e recusou comentar os detalhes do inquérito. Contudo, o empresário lamentou o período encarcerado no Centro de Detenção Provisória em Guarulhos. Em desabafo, ele destacou o grande sofrimento causado aos parentes com toda a confusão processual.

O rapaz expôs a angústia de ser o provedor do lar e testemunhar o desespero de todos. Na visão de Gabriel, a dor atinge os familiares com força superior ao impacto sofrido pelo detento. Por isso, seu foco atual recai sobre a tentativa de reconstruir sua rotina de vida.

Nas redes sociais, ele se apresenta como CEO de uma empresa desconhecida chamada Crypto-World, e indica viver em Dubai.

Executivo Gabriel Spalone sequestrado por quadrilha de criminosos em 2025 se apresenta em redes sociais como CEO da Crypto World, empresa desconhecida (Foto/Instagram).
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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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Gustavo Bertolucci