
Ataques físicos contra investidores de criptomoedas estão cada vez mais comuns. Imagem: Midjourney.
Um empresário de Hong Kong afirma ter sido mantido em cárcere privado em um hotel. O local foi usado como ponto de encontro para negociar prata com quatro indivíduos. Como resultado, os suspeitos o forçaram a entregar R$ 3,5 milhões (US$ 680 mil) em criptomoedas.
Após deixarem o local, o grupo foi até a empresa da vítima, onde também roubaram 42 quilos de prata, avaliados em cerca de R$ 600.000.
Este é o 12º crime do tipo na região, o primeiro neste ano. Em dezembro de 2025, uma corretora encerrou suas atividades após uma tentativa de assalto com arma branca em Hong Kong.
O crime de cárcere privado e extorsão foi relatado pela própria vítima para a polícia assim que o empresário foi liberado pelos sequestradores na madrugada do último sábado (7). Segundo a mídia local, o homem de 25 anos sofreu ferimentos no rosto, nos braços e nas panturrilhas.
Em depoimento, a vítima afirma que se encontrou com um grupo de pessoas em um hotel para negociar prata.
No entanto, o objetivo do grupo não era comprar o metal, mas sim roubar o empresário. Isso porque ele foi torturado até que entregasse a senha de sua carteira de criptomoedas.
No total, R$ 3,5 milhões (US$ 680.000) em criptomoedas foram transferidos para os endereços dos golpistas.
Indo além, eles também foram até a empresa da vítima, onde levaram 42 kg de prata, avaliados em cerca de R$ 600.000 (US$ 113.000).
A polícia chegou a ir ao hotel, mas os suspeitos já haviam deixado o local. O caso continua sob investigação, mas não há detalhes sobre quais criptomoedas foram roubadas.
Dados compilados pelo desenvolvedor Jameson Lopp apontam que este foi o 1º caso do tipo em Hong Kong em 2026. No entanto, o ano já acumula outros 16 ataques físicos em países como França, EUA, Turquia e Filipinas.
Dentre os fatores que explicam essa crescente onda de crimes contra investidores de criptomoedas está a forte valorização do Bitcoin ao longo da última década, bem como a popularização deste tipo de investimento.
Na comunidade, a ação é conhecida como “ataque de chave-inglesa”. Ou seja, um alerta de nada adianta ter uma grande proteção digital se uma simples ferramenta de R$ 10, usada com violência, pode explorar um ponto fraco da segurança.
Portanto, a recomendação é que investidores mantenham um perfil discreto, sem conversar com terceiros sobre sua vida financeira.
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