Especialização ensinará agentes de segurança a rastrear criptomoedas em todo o Brasil
29/01/2026 16:07 16:07
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Capacitação nacional de agentes de segurança com MJSP e UFSC no Brasil (Foto/Divulgação)
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou nesta quinta-feira (29) a abertura da segunda turma de uma especialização para agentes de segurança de todo o Brasil, que poderão aprender até métodos de rastreio de bitcoin e criptomoedas. Com a capacitação disponível pelo Ensino à Distância (EaD), tem valor gratuito para os estudantes selecionados.
A nova capacitação ocorre por meio da parceria com a Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Segundo o Secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o investimento em formação qualificada é um dos pilares da política nacional de segurança pública. “O enfrentamento ao crime organizado exige capacidade técnica, integração entre instituições e domínio de ferramentas modernas de inteligência. Essa especialização fortalece a atuação dos profissionais do Susp e consolida uma estratégia nacional baseada em conhecimento, inovação e cooperação federativa“, afirma.
Em nota, as autoridades brasileiras indicaram que a especialização contam com 270 vagas para profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Penal Estadual e Polícia Penal Federal de todo o Brasil.
Os aprovados receberão o aviso em março, com previsão de início das aulas no dia 30 de março de 2026.
Disciplinas de especialização citam investigações financeiras, inovações e rastreio via blockchain de bitcoin e criptoativos
Em uma das disciplinas chave do curso, os alunos vão aprofundar seus conhecimentos em investigação financeira, patrimonial e recuperação de ativos. Com acesso à modernas formas de realizar o trabalho, podem aprender até sobre o rastreio cripto.
Na disciplina de Tecnologias Emergentes e Futuras Tendências aplicadas ao tema, por exemplo, o tema de “Blockchain e suas implicações na rastreabilidade e combate a crimes financeiros” será ensinado aos alunos.
Já na disciplina de Inteligência Cibernética, os alunos podem aprender sobre blockchain no contexto ferramentas de investigação digital.
A diretora de Ensino e Pesquisa do MJSP, Michele dos Ramos, ressalta que a iniciativa reafirma o compromisso da Senasp com a qualificação permanente dos profissionais da área. “A pós-graduação em Inteligência e Inovação foi concebida para articular teoria e prática, promovendo uma formação avançada que dialogue com a complexidade dos territórios e com as novas dinâmicas do crime organizado. Trata-se de uma política estruturante, que valoriza o conhecimento como ferramenta essencial para a segurança pública“, destacou em nota nesta quinta.
As inscrições do novo programa de capacitação vão até o dia 22 de fevereiro de 2026, pelolink oficial no site da UFSC.
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Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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