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ETFs de Bitcoin têm primeiras saídas em 7 dias com temor de inflação e bancos centrais preocupados

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Os ETFs de Bitcoin acumularam entradas de US$ 1,16 bilhão nos últimos 7 dias de negociação, mas registraram sua primeira saída nesta quarta-feira (18), sinalizando uma mudança no apetite.

A interrupção desta sequência está ligada à política monetária de diversos países. Isso porque bancos centrais destacaram os riscos da inflação, principalmente por conta da disparada do petróleo.

Como consequência, o Bitcoin voltou a ser negociado abaixo dos US$ 70.000. No início da semana, a criptomoeda chegou a US$ 76.000, seu maior nível desde o início de fevereiro.

Bancos centrais se mostraram preocupados com a inflação nesta ‘Super Quarta’

A quarta-feira (18) foi marcada por reuniões de diversos bancos centrais. A maior atenção do mercado estava voltada para o Fed, que manteve sua taxa de juros inalterada.

Jerome Powell, presidente do BC americano, destacou que o tarifaço de Trump continua mantendo a inflação elevada. Questionado sobre os impactos da disparada do petróleo, Powell afirmou que eles estão “preparados para fazer o que for preciso”.

Suas falas causaram uma grande mudança nas previsões sobre as próximas reuniões. As imagens abaixo mostram a mudança nas expectativas do mercado antes e depois da reunião.

Antes da reunião do Fed, o mercado apontava para um corte nos juros no final de 2026. Fonte: Ferramenta CME FedWatch/Reprodução.
Mercado agora espera que juros se mantenham nos níveis atuais até setembro de 2027. Além disso, também sinalizam pequena chance do Fed subir as taxas. Fonte: Ferramenta CME FedWatch/Reprodução.

O Banco Central do Japão seguiu o mesmo caminho, mantendo a taxa de juros inalterada, mas também se mostrando preocupado com os riscos inflacionários.

“Antes do conflito no Oriente Médio, a atividade das famílias e das empresas estava sólida. As medidas de estímulo do governo provavelmente vão sustentar a economia”, disse Kazuo Ueda em coletiva acompanhada pela Reuters. “Vamos levar esses pontos em conta ao determinar em que medida a alta dos preços do petróleo pode pesar sobre a economia por meio da deterioração dos termos de troca.”

Quando a inflação aumenta, bancos centrais elevam juros para frear o consumo e conter os preços. Isso também diminui o apetite por ativos de risco, como o Bitcoin.

ETFs interrompem sequências de entradas temendo economia mais travada

Novamente servindo como um termômetro do mercado, os ETFs de Bitcoin registraram US$ 163,5 milhões em saídas após passarem sete dias com entradas.

ETFs de Bitcoin tiveram saídas nesta Super Quarta. Fonte: SoSoValue.

Enquanto o IBIT da BlackRock teve saídas de US$ 33,9 milhões, as maiores vendas aconteceram no FBTC da Fidelity, com US$ 103,8 milhões. Na sequência aparece o GBTC da Grayscale com US$ 18,8 milhões e o BITB da Bitwise com US$ 7 milhões.

O mercado agora espera os fluxos desta quinta-feira (19), mas a expectativa é de mais saídas.

Bitcoin cai abaixo dos US$ 70.000 novamente e outras criptomoedas acompanham

O Bitcoin surpreendeu nesta semana após valorizar mais que o ouro e outros ativos tradicionais. No entanto, a criptomoeda acumula uma perda de 9% em relação ao seu topo semanal.

Bitcoin volta a ser negociado abaixo dos US$ 70.000 após bancos centrais se mostrarem preocupados com a inflação. Fonte: TradingView.

Outras criptomoedas acompanham a tendência. Ethereum cai 4,8% nas últimas 24 horas e nomes como XRP, BNB e Solana perdem entre 0,8% a 2,3% no mesmo período.

Criptomoedas voltam a ficar no vermelho com medo da volta da inflação. Fonte: CoinMarketCap.

O mercado de ações também foi afetado. S&P 500 abre o dia em queda de 0,44% e o índice Dow Jones cai 0,57%. As maiores perdas ficam para o ouro, caindo 4,3%.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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Henrique HK