EUA deveriam comprar Bitcoin para impedir que países tentem se livrar do dólar, diz pesquisador do MIT

"Recomendo que os EUA comprem bitcoin para mitigar o impacto de outros países possivelmente tentando se livrar da dependência do dólar americano."

Bandeira dos EUA com carrinho de compras com criptomoedas como Bitcoin.
Bandeira dos EUA com carrinho de compras com criptomoedas como Bitcoin.

Jason Lowery, pesquisador do MIT e membro da Força Espacial, afirmou que os EUA deveriam comprar Bitcoin para garantir que o país continue sendo uma superpotência pelos próximos 1.000 anos. Sua fala ocorreu na quarta-feira passada (16) em conversa com Anthony Pompliano.

Sua explicação está relacionada ao Bitcoin ser uma proteção de ataques de negação de serviço (sanções) e a busca por esta moeda devido a este motivo. Em outras palavras, o Bitcoin seria um ativo global e apolítico como o ouro, porém com maiores vantagens.

“Recomendo que os EUA comprem bitcoin para mitigar o impacto de outros países possivelmente tentando se livrar da dependência do dólar americano.” – disse o pesquisador do MIT.

Como exemplo, além do mundo já estar migrando para o digital, o é mais fácil e seguro armazenar, transferir e negociar bitcoin do que ouro. Além disso, outro ponto é que o Bitcoin é um ativo relativamente novo e os primeiros que o adotarem serão os maiores beneficiados.

Bitcoin é um protocolo de defesa

Apesar dos EUA possuírem a maior reserva de ouro do mundo, bem como sua moeda ser usada como unidade de conta mundialmente. O recente conflito armado entre a Ucrânia e Rússia está levantando questões sobre a importância do Bitcoin.

Segundo Jason Lowery, pesquisador do MIT, o Bitcoin é um protocolo de defesa que poderá ser usado por qualquer país que deseja proteger a sua economia ao evitar ataques de negação de serviço, ou seja, sanções.

“A questão é quanto quero me proteger com um sistema financeiro não soberano. Os Estados Unidos se posicionam melhor para se beneficiar disso e você realiza isso comprando bitcoin, então você captura um valor desproporcional à medida que mais pessoas o compram.”

Indo além, Lowery também destaca a importância de entender isso antes que outros. Afinal, o Bitcoin é um ativo novo e comprá-lo agora pode oferecer uma enorme vantagem no longo prazo.

“Se isso realmente se tornar o novo protocolo de defesa de propriedade que todos assinam, então você está se posicionando para se tornar uma superpotência nos próximos 1.000 anos.”

Outro ponto é que as moedas fiduciárias são conhecidas por não durarem tanto tempo assim, ao contrário de ativos escassos como o ouro. Portanto, o Bitcoin pode não só seguir o mesmo caminho como também ser superior devido a sua maior escassez.

No momento, apenas El Salvador está usando o Bitcoin como reserva de valor. Contudo, os valores são pequenos, 9.500 BTC (R$ 2 bilhões), e chegam a ser bem menores do que montantes de algumas empresas como Tesla e MicroStrategy.

Por fim, especialistas destacam que o dólar não será mais o mesmo após esta guerra e prevem o Bitcoin ultrapassando o preço de 1 milhão de dólares. Então, a cada dia, o Bitcoin parece estar ganhando mais força.

A conversa entre Pompliano e Lowery na íntegra está disponível abaixo, infelizmente não há legendas em português.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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