O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) anunciou nesta quinta-feira (26) a apreensão de US$ 580 milhões (R$ 3 bilhões) em criptomoedas. A ação faz parte de uma força-tarefa contra golpes ligados ao Sudeste Asiático.
Sendo mais específico, as autoridades afirmam que esses fundos pertenciam a organizações criminosas chinesas.
Ainda segundo o governo, essa indústria de golpes causa prejuízos de quase US$ 10 bilhões por ano para americanos.
DoJ acelera combate a crimes no Sudeste Asiático e apreende US$ 580 milhões em criptomoedas
Os EUA estão intensificando suas ações contra golpistas do Sudeste Asiático. Como exemplo, o país realizou uma apreensão de US$ 225,3 milhões no ano passado de um único grupo.
Tal confisco foi o maior da história na data. No entanto, esse número foi superado por uma nova apreensão de US$ 580 milhões divulgada nesta semana.
“Em novembro, anunciei a criação da nossa Scam Center Strike Force para liderar essa ofensiva”, iniciou a procuradora americana Jeanine Ferris Pirro.
“Em apenas três meses, fizemos progressos significativos, congelando, apreendendo e confiscando criptomoedas no valor de mais de US$ 580 milhões desses criminosos.”
Continuando seu texto, a procuradora afirma que “esses criminosos não se importam com quem você é, no que acredita ou o que comeu no café da manhã — tudo o que querem é roubar americanos honestos para encher os bolsos do crime organizado chinês”.
Ao contrário de bitcoins usados pelo governo americano como uma reserva estratégica, esse dinheiro apreendido será devolvido para as vítimas, que podem entrar em contato com o Internet Crime Complaint Center do FBI (ic3.gov).
Golpistas não focam somente em americanos, mas cidadãos de quaisquer países
Dentre os golpes aplicados por esses centros no Sudeste Asiático, os mais comuns são os golpes de romance.
Em suma, os golpistas criam uma relação com a vítima, fingindo interesse amoroso, e após um tempo as convencem a realizar depósitos em falsas plataformas de criptomoedas.
Como exemplo, em 2024, um aposentado americano perdeu R$ 1 milhão ao pensar que estava conversando com uma mulher chamada Angela.
“Trabalhadores nesses complexos frequentemente são vítimas de tráfico humano, mantidos contra sua vontade, abusados e vigiados por grupos armados enquanto são instruídos a mirar americanos”, explica o Departamento de Justiça.
Dado isso, os golpes são aplicados em diversos idiomas, incluindo português.
Segundo o DoJ, as receitas desses centros de golpes são tão grandes que chegam a quase metade do PIB dos países do Sudeste Asiático onde operam.
