Autoridades apreendem barras de ouro e criptomoedas de esquema de R$ 2 bilhões

Esquema de fraude no auxílio emergencial usava empresas italianas para crimes.

Sede da Eurojust na Holanda
Sede da Eurojust na Holanda

Com a ajuda da Eurojust (Agência da União Europeia para Cooperação em Justiça Criminal), 12 pessoas foram presas. Além disso, criptomoedas, barras de ouro e muito dinheiro em espécie foi apreendido em um esquema bilionário de fraude na Itália e Áustria.

Os investigadores do caso perceberam haver um mecanismo criminoso se aproveitando dos auxílios financeiros enviados para a população para o alívio da COVID-19 nos últimos anos.

A maior parte do esquema foi feito com uso de empresas italianas, responsáveis pelo cometimento de golpes financeiros. Segundo as autoridades responsáveis pelo caso, 90% do valor perdido pelo estado italiano foi recuperado com a operação.

Eurojust apreende R$ 2 bilhões em esquema na Itália e Áustria, criptomoedas encontradas em posse dos detidos

Com 440 milhões de euros perdidos no esquema, as autoridades buscaram recuperar o máximo possível do valor. Desse modo, com operações em dois países, foi possível recuperar pouco mais de 400 milhões de euros, que na conversão dá aproximadamente R$ 2 bilhões.

Entre os itens apreendidos na operação foram barras de ouro e platina, relógios de luxo, joias, muito dinheiro e criptomoedas. Parte dos recursos estavam em um cofre na Áustria, mas a maioria dos bens estava na Itália mesmo.

Eurojust apreendeu dinheiro, joias, relógios de luxo e vários itens de esquema na Itália
Eurojust apreendeu dinheiro, joias, relógios de luxo e vários itens de esquema na Itália. Divulgação.

No caso das criptomoedas apreendidas, a Eurojust informou que elas foram transferidas para uma carteira segura, de modo a impedir o seu uso pelos criminosos.

Foram presas 12 pessoas suspeitas de criar um elaborado esquema, ao obter vantagens do Estado italiano com auxílios fiscais relacionados com a COVID-19.

“Os suspeitos detidos supostamente pertencem a um grupo de crime organizado (OCG) que fraudou o Estado italiano em pelo menos 440 milhões de euros. O OCG usou empresas italianas para vender créditos fiscais falsos, simular arrendamentos comerciais para obter compensação relacionada ao COVID-19 e simular créditos fiscais para trabalhos falsos para melhorar a segurança e o consumo de energia das empresas.”

Operação Crédito Livre

Batizada Operação Crédito Livre, as autoridades italianas conseguiram com sucesso impedir a continuação dos crimes financeiros no país e apreender uma série de itens em posse dos criminosos.

Mas essa operação policial e investigativa começou em 2021, quando outras pessoas foram presas e 170 computadores apreendidos. Ou seja, a investigação encontrou novos elementos e na última quarta-feira (13) conseguiu recuperar mais bens e prender mais suspeitos.

Com as novas prisões, o caso se aproxima de um desfecho, visto que já foram identificas pelo menos 70 pessoas na participação do elaborado crime.

É importante lembrar que quando a pandemia começou em 2020, muitos governos imprimiram muito dinheiro e deram benefícios para empresas em todo mundo, o que atraiu golpistas para buscar esse dinheiro. No Brasil, por exemplo, um trader de Bitcoin foi preso após fraudar auxílio emergencial, entre outros casos relacionados a fraudes neste setor.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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