“Expert de Bitcoin” some e deixa rastro de prejuízos em Praia Grande

Homem demonstrava grande conhecimento em investimentos de criptomoedas e teria criado até um grupo fechado no Facebook.

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Mão segurando Bitcoin em frente a lousa com fórmulas matemáticas
Mão segurando Bitcoin em frente a lousa com fórmulas matemáticas

A justiça estadual de São Paulo procura por um ‘professor de Bitcoin’ que sumiu após aplicar um golpe na cidade de Praia Grande, município na região metropolitana da baixada santista.

Tudo teria começado durante a última grande alta do Bitcoin, no final de 2017, com o homem se apresentando a investidores locais como um expert em criptomoedas. Publicando conteúdos que demonstravam grande conhecimento, o possível estelionatário recrutou alguns investidores.

Para participar de sua sala de aula exclusiva e privada no Facebook, o professor cobrava R$ 100,00 dos alunos. Além disso, quem quisesse obter retornos “acima do mercado” poderia investir dinheiro diretamente com ele.

Professor de Bitcoin reúne investidores em sala privada do Facebook, capta investimentos e some

O Bitcoin é uma moeda digital que tem se tornado popular nos últimos anos. Como é um tema novo no mercado financeiro, muitas pessoas conhecem a moeda apenas como um “investimento”.

Sem procurar estudar e entender o assunto, as aventuras de alguns iniciantes do mercado costumam causar grandes prejuízos. Isso porque, supostos veteranos do Bitcoin, que se mostram conhecedores da tecnologia, estão prontos para aplicar golpes em pessoas despreparadas.

E isso de fato aconteceu em 2018, na cidade de Praia Grande, quando o suposto professor de Bitcoin “Fábio da Silva Borges” reuniu investidores em um grupo privado no Facebook.

Fábio dizia ser conhecedor de técnicas “exclusivas” para ganhar dinheiro fácil, prometendo então rendimentos fixos de 20% ao mês para seus “alunos”.

Ciente da possível prática de estelionato cometida por Fábio, após receber denúncias de pessoas lesadas pelo golpe, o Ministério Público de São Paulo procura o homem.

“Para adquirir a confiança dos participantes, FABIO se identificava como professor e constantemente postava conteúdo demonstrando ter grande conhecimento na área de investimentos.

Aproveitando da confiança que gerava através de suas postagens, FABIO convidou alguns usuários para participar de um grupo privado no aplicativo WhatsApp, que era administrado por ele.

Para ingressar no referido grupo, FABIO cobrava uma taxa de admissão no valor de R$ 100,00 (cem reais).”

Homem gravava vídeo de supostas operações para passar legitimidade aos alunos

Segundo as investigações do MPSP, Fábio ainda gravava vídeos de operações com sucesso no mercado, enviando para seus alunos o material. Essa prática passava ainda mais credibilidade das atividades, e clientes acreditaram no golpista.

“No referido grupo, novamente para adquirir a confiança dos participantes, FABIO fazia análises do mercado financeiro e encaminhava vídeos sobre investimentos, demonstrando ser grande entendedor do assunto.

Após alguns meses de constante interação, FABIO propôs gerir o dinheiro dos participantes investindo em criptomoedas, sendo que, em contrapartida, ele repassaria mensalmente um lucro de 20% do valor investido.”

Vendo a alta lucratividade, uma das vítimas do estelionatário chegou a investir R$ 3 mil no golpe, em três parcelas de R$ 1 mil. Não demorou para que o golpista consumasse a fraude financeira, que segundo o MPSP, “poucos dias depois, FÁBIO excluiu o grupo e bloqueou todos os usuários“.

Publicação do Ministério Público de São Paulo espera que as pessoas ajudem a encontrar homem

O Ministério Público de São Paulo agora espera que informações sobre Fábio apareçam, uma vez que ele sumiu dos endereços conhecidos pelo órgão de investigação.

Um Edital de Citação foi publicado no Diário Oficial de Justiça de São Paulo nesta quarta-feira (23), que pretende ajudar a tornar público a busca pelo suspeito da prática de estelionato com Bitcoin.

“Diante do exposto, o Ministério Público do Estado de São Paulo denúncia contra FABIO DA SILVA BORGES como incurso no artigo 171, caput, do Código Penal. Requer que, uma vez autuada esta, seja o denunciado citado para apresentar resposta aos termos da presente acusação, ouvindo-se as pessoas a seguir arroladas e, em seguida, interrogando-se o réu, tudo em conformidade com o que prescrevem os artigos 395 e seguintes, do Código de Processo Penal, aguardando-se final condenação como medida de rigor.”

O caso ilustra bem que, em momentos de alta no mercado de Bitcoin, golpistas surgem oferecendo propostas milagrosas, reforçando que o primeiro passo para entrar neste mercado é o estudo, antes de qualquer investimento.

A citação que procura o “professor de Bitcoin” que sumiu pode ser lida na íntegra na Página do Diário de Justiça de São Paulo em 23 de junho de 2021.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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