As falácias do consumo de energia do Bitcoin

Com a narrativa da necessidade de um mundo mais ecologicamente correto, o consumo elétrico da rede do Bitcoin se torna um alvo fácil para os ignorantes atacarem ...

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O tópico mais recente na indústria de criptomoedas é o consumo de energia de prova de trabalho (Proof-of-work ou PoW) do Bitcoin e se o consumo é ou não eficiente. A conversa foi desencadeada devido a uma série de artigos que foram publicados em revistas e canais de notícias em todo o mundo.

Por isso, você já deve ter ouvido de alguém ou lido na internet alguma coisa relacionada ao fato do Bitcoin necessitar da mesma quantidade de energia que toda Argentina, e que isso vai aumentar o aquecimento global em alguns graus nos próximos anos.

Será que isso é verdade? Não, isso tudo é mito.

Mas, como qualquer mito, eles utilizam algumas coisas da realidade e, em seguida, as distorcem em uma história fantástica, sendo apresentados como sendo verdades absolutas e apocalípticas.

O fim do mundo certamente está próximo, de acordo com essas alegações. Os profetas da destruição lucram com a divulgação de informações incorretas, afinal, o que importa para eles são os cliques e não a verdade.

Então, vamos destruir alguns dos mitos relacionados ao Bitcoin e à energia e observar a verdadeira realidade por trás destas histórias.

Primeiro mito: Eletricidade ou Energia

É eletricidade, não energia, que importa para o Bitcoin. Praticamente todos os artigos que podemos encontrar sobre este tópico usam a palavra energia, e não eletricidade.

Tenho total certeza que alguém já se deparou com a frase que diz que uma transação de Bitcoin consome a mesma quantidade de energia que é necessária para alimentar uma casa por uma semana. Parece loucura, não é?

Artigos semelhantes criam os mitos de duas maneiras diferentes. A primeira é combinando a ideia de que energia é a mesma coisa que eletricidade. Boa parte das pessoas usam várias fontes de energia em casa, usamos gasolina nos carros, eletricidade nos aparelhos eletrônicos (óbvio) e gás natural no fogão.

Uma transação da blockchain consome eletricidade, gás e gasolina? Muitos artigos demoram a dizer, ou mesmo nem fazem essa diferenciação entre energia e eletricidade, deixando de mencionar que a segunda é apenas parte da equação da da primeira.

Se você não ouviu a história anterior, com toda a certeza ouviu aquela que fala que o Bitcoin consome a mesma quantidade de energia que a Suíça e quase a mesma quantidade que a República Tcheca.

Se na sua casa tudo funciona à base de eletricidade, o consumo de energia pode realmente significar apenas energia elétrica, mas isso não é verdade quando falamos sobre um determinado país.

A eletricidade é responsável por cerca de um quinto da energia mundial, mas, normalmente, não há demais combustíveis incluídos nesses cálculos sobre o Bitcoin.

A simples confusão entre as palavras “eletricidade” e “energia” pode ser algo que passe batido para a maioria das pessoas, mas, ao abordar toda a economia, transformamos uma figura real em um gigante espantalho.

Mas alguém poderia dizer que o argumento ainda sim é muito forte mesmo sem ter um título tão enganoso, mas provavelmente os ditos jornalistas sabem que as pessoas hoje em dia apenas lêem o título da notícia, não toda ela.

A confusão se multiplica quando vemos algumas comparações absurdas, como aquela que diz que uma transação consome tanta energia quanto nossa casa consome em uma semana.

Claro, isso o leva a imaginar o consumo de todos os eletrodomésticos, computadores, geladeiras, carregadores, televisores e assim por diante. Porém nos artigos, a unidade de medida não é descrita em dólares, mas em quilowatt-hora (KWh).

Incríveis 215 KWh. A um preço de 75 centavos por KWh, o valor de cada transação é de R$161,25. Mas quando um artigo diz que para proteger uma transação de Bitcoin é necessário gastar R$161,25 não parece algo tão catastrófico, embora seja para muitos um pouco caro.

Se compararmos isso com a energia, e aqui incluímos gás e outros combustíveis fósseis, despendida no envio de uma transferência bancária, que envolve várias instituições, edifícios físicos com custos de instalações e salários de pessoal, este argumento rapidamente perde seu domínio, como já foi mostrado por vários artigos escritos em 2017.

Para fins de proporção, o sistema financeiro atual tem entre 15 a 25 mil bancos, aumentando para 60 mil a quantidade caso você também pegue as financeiras, adicione a média de 100 servidores por banco, que necessitam de aproximadamente 400 KWh de energia para ficarem ligados, o que dá em torno de 800 MWh.

Adicionando a tudo isso, o consumo de 3 milhões de caixas ATM, gastos com resfriamento, monitor, pessoal, e incluindo os gastos do Banco Mundial e suas filiais, o sistema financeiro atual estaria gastando 100 TWh por ano, ou seja, 3 vezes mais que o Bitcoin.

Segundo mito: A tendência é piorar

Pelo contrário, o Bitcoin tem exatamente um problema oposto, ele irá gastar menos eletricidade do que provavelmente iremos querer no futuro.

Acredito que muitos aqui já sabem, mas vamos repetir para ter certeza. No ano de 2140, o Bitcoin terá quase 21 milhões de unidades que, em 2009, foram produzidas a uma taxa de 50 BTC a cada 10 minutos.

Desde então, a cada quatro anos aproximadamente, essa recompensa é reduzida pela metade, no que chamamos de halving. Nesta última redução, o valor caiu para apenas 6,25 BTC. Neste momento, essa soma significa pouco menos de 1,9 milhões de reais (Todas as conversões irão utilizar o preço de R$300.000,00 por unidade do Bitcoin).

Se o preço continuar o mesmo após o próximo halving, a recompensa será de 3,125 BTC que valerá pouco menos de 940 mil reais. Os mineradores, portanto, lutariam pela metade da recompensa atual. Por que eles iriam gastar quase dois milhões de reais para conseguir menos de 950 mil reais em Bitcoin? Isso não seria nem um pouco lucrativo.

Em outras palavras, para gastar a mesma quantidade de eletricidade, o preço do bitcoin deve dobrar a cada quatro anos. Hoje o valor está beirando os 300 mil reais. Graças ao COVID-19, agora todas as pessoas são especialistas em taxa de crescimento exponencial, mas ainda assim, quanto o bitcoin precisaria custar em 2033 para gastar tanta eletricidade quanto é gasto atualmente?

A recompensa será de pouco mais de 0,78 bitcoin em 2033. Isso é um oitavo dos 6,25 bitcoins de hoje. O preço teria que ser pelo menos oito vezes maior, ou seja, 2,4 milhões de reais. De acordo com as estatísticas, se você tem a mesma idade que eu iremos morrer quando a recompensa atingir 0,00076293 bitcoin ou 76.293 satoshis.

Quando estivermos bem velhinhos, o bitcoin teria que custar quase dois bilhões e meio de reais para consumir a mesma quantidade de eletricidade, se descontarmos as contribuições das taxas de rede, apenas para simplificar o nosso cálculo, já que atualmente são insignificantes, mas que irão aumentar com o tempo. Então, essa cifra é mesmo possível? Talvez.

Mas, se alguém diz que o Bitcoin irá gastar mil vezes mais eletricidade daqui 52 anos, só porque o histórico de consumo de eletricidade aumentou, então eles implicitamente assumem que o preço de um bitcoin será de dois bilhões e meio de reais, e diga-se de passagem que este valor é com relação ao momento atual.

Não estamos levando em conta nenhum aumento da base monetária, vulgo inflação. Apenas para comparação, 200.000 bitcoins a esse preço seria o necessário para adquirir todo o PIB mundial de 2019. Esses são, é claro, números sem nenhum nexo, mas esse é o ponto.

Mas qual o motivo de utilizar o ano de 2033? Em 2018, foi publicado um artigo pela revista Nature, ou melhor, de uma revista que é uma ramificação dela, a Nature Climate Change, que calculava que o Bitcoin iria aquecer a média do planeta em dois graus até 2033. Quer saber como eles chegaram a esse valor?

O artigo não fala explicitamente como eles fizeram as contas para chegar nesta conclusão, mas foi presumido que mais eletricidade será gasta. Se brincarmos com esses esses números, para pagar os mineradores, o bitcoin teria que custar quase 160 milhões de dólares em 2033.

Seria um bom título para o artigo, mas é claro que você não encontrará esse número escrito em nenhum lugar, porque os pesquisadores não estudam afinco as motivações econômicas dos mineradores. Nenhum minerador vai gastar mais eletricidade, a menos que o bitcoin custe mais.

Ok, não vamos ser injustos com eles, afinal os cientistas que formularam a base para o artigo da revista estimam que o Bitcoin irá administrar mais de 100 bilhões de transações nesta época. Isso é cerca de 2 milhões de transações em um bloco, on-chain, sem Lightning Network, diretamente na blockchain.

Os mineradores adorariam gastar mais energia se houvesse mais transações e, portanto, mais taxas. Mas se o bitcoin não custar 160 milhões de dólares, cada transação teria de ter taxas de pelo menos 80 dólares para valer a pena.

É possível, embora o valor seja muito alto. Os pesquisadores acham que isso é muito caro para ser pago? Nós não sabemos. E eles sabem que os blocos teriam que ser 634 vezes maiores do que o atual e que a blockchain teria que crescer a uma taxa de quase 100 GB por dia? Será que podemos pensar em uma realidade como essa?

Parece que não são apenas os jornalistas que estão espalhando os mitos sobre o Bitcoin, mas também os cientistas.

A verdade é que o Bitcoin terá o problema oposto em um futuro distante: A menos que haja transações na blockchain e que elas fiquem mais caras ou o preço dobre a cada quatro anos, menos eletricidade será gasta no futuro. E sim, eletricidade, e não energia.

Terceiro mito: Uma comparação do incomparável

“A pegada de carbono de uma única transação é igual a 780.650 transações da Visa”, diz em um artigo no The Telegraph, que sem surpresa nenhuma é intitulado como “O Bitcoin usando mais eletricidade por transação do que uma casa inglesa utiliza em dois meses”. É tanta coisa errada, que nem sei por onde começar.

Os economistas gostam de valores marginais. Os custos marginais são o custo por unidade adicional. Em contrapartida, as médias são uma média aritmética comum. Você comprou uma cerveja por dez reais e outra por apenas um real? Então, o custo marginal da primeira cerveja é de dez reais e da segunda de um real. O custo médio é de cinco reais e cinquenta centavos.

O envio de uma transação de Bitcoin na rede ainda é quase gratuito. Pode ser meio entediante e demorar alguns dias, mas funciona.

Claro, já existe uma maneira de evitar taxas mais altas e ter de esperar muito tempo e, embora a Lightning Network ainda esteja no período embrionário, os jornalistas não possuem nada para dividir a quantidade total de eletricidade consumida, porque simplesmente não sabemos quantas transações de Bitcoin são feitas. E, se incluíssemos aquelas administradas por terceiros, como a Visa, afinal, por que não? Como transações comerciais em corretoras de criptomoedas, o custo médio também seria bem menor.

Em qualquer caso, o custo médio de uma transação de Bitcoin na rede é realmente enorme. Se a recompensa é 6,25 BTC e, digamos, outros 0,75 BTC em taxas, então hoje o custo é de cerca de 2,1 milhões de reais para 2,5 mil transações, o que significa cerca de 840 reais por transação em média. É uma quantia enorme, mas é claro que as taxas da rede representam apenas uma parte desse valor, atualmente cerca de 5 a 10%, então podemos pagar cerca de 84 reais por uma única transação.

O preço médio pode ser alto, mas o custo marginal é muito menor. É importante dizer que os jornalistas gostam de comparar o custo médio do Bitcoin com o custo marginal da Visa. Eles pegam o custo de todo o Bitcoin e o dividem pelo número de transações, depois o comparam a uma simples transação com cartão de crédito ou débito.

Se fizermos o contrário, o Bitcoin ficará repentinamente mais barato. Pegue o custo total dos bancos mundiais, seus funcionários, cartões, terminais e divida pelo número de transações. Em seguida, compare-o com uma transação na Lightning Network ou com uma transação na blockchain de baixa prioridade. Sem surpresa, o Bitcoin agora é mais barato e sua transação média em relação a Visa custa muito mais do que você realmente pagou.

O Bitcoin pode ser caro, mas vamos comparar com coisas iguais: O sistema monetário atual não é barato. Se incluíssemos também o custo de todo o ciclo de expansão e contração monetários, sem dúvida ficaria muito, muito pior do que o Bitcoin.

Não vamos esquecer os benefícios de ter controle total sobre o próprio dinheiro, que pode ser mantido em segurança em uma hardwallet sem que ninguém gaste energia para emprestá-lo sem que você saiba.

Talvez, mesmo se compararmos com o comparável, o Bitcoin ainda não é um substituto para tudo o que sabemos em relação ao que já está estabelecido pela moeda fiduciária. Portanto, mesmo essa comparação não teria muito sentido. É algo completamente diferente que executa algumas das mesmas funções, mas que as aborda de um ângulo completamente diferente.

Quarto mito: Os mineradores são e sempre serão poluidores.

A utilização de energia, per se, não é ruim. São os gases do efeito estufa que são poluidores, mas não está certo dizer que o Bitcoin irá piorar as emissões de gases do efeito estufa no longo prazo. Na verdade, se a mineração de Bitcoins se tornar o principal impulsionador do consumo de energia no planeta, isso pode ser bom para o meio ambiente!

Assim como a revolução dos eletrônicos no consumo diário impulsionou eficiências muito maiores na área de computação conhecidas como lei de Moore, a revolução do Bitcoin poderia gerar uma explosão semelhante de inovação em energia limpa e eficiente.

A fundição de alumínio consome cerca de 3% de todo o fornecimento global de energia, mas não lemos artigos alertando sobre o consumo excessivo de energia dos MacBook Pros monobloco como vemos com o Bitcoin. A fundição nem sempre é considerada um problema porque a indústria pesada impulsiona a eficiência elétrica. Por quê? Como a indústria pesada é um grande consumidor, e por isso, estão sempre procurando a fonte de eletricidade mais barata possível.

A indústria pesada geralmente pode se alojar em qualquer lugar, e os custos de eletricidade tendem a representar uma grande porcentagem dos seus custos totais.

A eletricidade representa entre 40 a 45% dos custos para a fabricação de produtos químicos, como o cloro, e a metade dos custos para a fundição de aço e alumínio.

Isso significa que a indústria pesada se estabelecerá onde os custos são mais baixos, e isso tenderá a ser onde a eletricidade for acessível porque sua produção é mais eficiente. A demanda impulsiona a oferta e, portanto, recompensa aqueles que desenvolvem modos mais baratos de geração de eletricidade.

Ultimamente, essa ideia de mundo ecologicamente perfeito tem ganhado atenção da mídia. A eletricidade mais barata do planeta agora é a energia eólica e solar. Geotérmica e hidrelétrica também são concorrentes importantes e não precisam lidar com problemas de armazenamento de energia em baterias, por exemplo.

No entanto, os custos de eletricidade nem sempre são os principais itens de interesse do proprietário de uma típica indústria pesada. Eles podem tolerar energia cara e suja se outros custos orientarem estarem presentes quando forem tomar suas decisões.

As indústrias também gostam de estar onde seus clientes estão, onde é barato despachar insumos materiais como o metal e onde os governos lhes concedem subsídios para estimular o crescimento industrial.

Mas os custos da eletricidade são ainda mais importantes para um minerador de Bitcoin do que uma indústria pesada qualquer. Os custos de eletricidade podem ser mais da metade dos custos totais de operação. Além disso, os mineradores de Bitcoin não precisam se preocupar com a distribuição geográfica dos seus clientes ou de como enviar os produtos e receber os insumos.

Os bitcoins são digitais, têm apenas duas matérias primas, a eletricidade e o hardware, e a latência da rede é trivial em comparação com um caminhão cheio de aço. Para um minerador mover uma fazenda inteira de GPU pelo Brasil para encontrar um local onde a energia elétrica é barata, vale a pena!

É também por isso que vemos mineradores na Islândia ou em outros lugares com excesso de capacidade. Além de maravilhosas vistas das colinas islandesas, você pode encontrar energia geotérmica e hidráulica abundante em uma terra de vulcões e cachoeiras.

Se a mineração de Bitcoins realmente começar a consumir grandes quantidades de energia elétrica, irá, consequentemente, estimular um crescimento maciço na produção mais eficiente de eletricidade, que em outras palavras, significa, a revolução tendendo a energia mais limpa e renovável.

A Lei de Moore era parcialmente uma história sobre avanços incríveis na ciência dos materiais, mas também era uma história sobre a incrível demanda por computação que impulsionou esses avanços e tornou lucrativa a pesquisa e o desenvolvimento de semicondutores.

Se você deseja ver uma revolução energética semelhante à Lei de Moore, deve torcer a favor, e não contra, o Bitcoin. O fato é que a rede Bitcoin, agora, está fornecendo uma recompensa de quase dois milhões a cada 10 minutos, que é o subsídio da mineração, para a pessoa que encontrar a energia mais barata do planeta. Tem energia verde barata? O Bitcoin pode fazer com que a construção de um parque energético valha mais a pena.

Quinto mito: Pesquisadores e estudos mostram que o Bitcoin gasta muita energia

Estudos mostram que mais de 75% das mineradoras de criptomoedas aproveitam fontes de energia renováveis.

Bill Tai, investidor e diretor do conselho da Bitfury, detalhou que as criptomoedas baseadas em prova de trabalho estão impulsionando em um ritmo acelerado uma mudança positiva na infraestrutura de produção de energia.

Tai ainda detalhou que as fontes mais eficientes de energia elétrica não são baseadas em combustíveis fósseis, mas naquelas que utilizam água, energia solar e eólica pois possuem um baixo custo marginal.

Além disso, os críticos do Bitcoin esquecem de dizer que o sistema bancário atual gasta bem mais de 140 TWh por ano. Em um estudo, Katrina Kelly-Pitou, pesquisadora de tecnologia de energia limpa, especificamente na área de transição para sistemas de energia descarbonizados, diz que a conversa sobre energia em torno do bitcoin é “simplificada demais”. A pesquisadora ressaltou que “o consumo de energia do Bitcoin não é tão ruim quanto muitos pensam”.

Carlos Domingo, colaborador do Hacker Noon, falou para os críticos pararem de reclamar sobre o gasto de eletricidade do Bitcoin e começarem a reclamar dos gastos com as luzes de Natal. Ele salienta que o custo da mineração do bitcoin nunca aumentou, como o pessoal da cultura do cancelamento do bitcoin querem que você pense.

Em outubro de 2020, os pesquisadores Yo-Der Song e Tomaso Aste publicaram um relatório que destaca que o custo da mineração do bitcoin nunca aumentou.

Apesar de um aumento de 10 bilhões de vezes na atividade de hashing e de um aumento de 10 milhões de vezes no consumo total de energia, os pesquisadores descobriram que o custo relativo ao volume de transações não aumentou nem diminuiu desde 2010. Isso corrobora a ideia de que para manter o sistema Blockchain seguro contra ataques de gasto duplo, a prova de trabalho deve custar uma fração considerável do valor que pode ser transferido pela rede.

Conclusão

Dizer que o Bitcoin gasta muita energia utilizando pesquisas que tentam comparar macacos com cadeira, fazendo correlações débeis e utilizando projeções sem nenhuma análise detalhada, mostra a necessidade de fazer com que o Bitcoin seja malquisto pela população média.

Apesar de absurdo, isso já era esperado, pois o Bitcoin está incomodando muitas pessoas poderosas, setores industriais e governos.

Com a narrativa da necessidade de um mundo mais ecologicamente correto, o consumo elétrico da rede do Bitcoin se torna um alvo fácil para os ignorantes atacarem, que felizmente não sabem a quantidade de argumentos, estudos, pesquisadores e análises que corroboram com a ideia de que o Bitcoin não só está trazendo mais liberdade às pessoas, mas também está fazendo com que o mundo caminhe para um futuro mais verde e sustentável.

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