Fastcash diz que juiz se baseou em “estratégia criminosa” para reconhecer relação entre fintech e Atlas

Tanto a fintech quanto os próprios juízes são vítimas desses ardilosos procedimentos advocatícios. Tais advogados não ficarão impunes”, informou a nota.

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No início desta semana, o juiz Claudio Teixeira Villar, da 2ª Vara Civil de Santos, informou em decisão judicial que a fintech Fastcash e a empresa Atlas Quantum fazem parte do mesmo grupo econômico. De acordo com o magistrado, a fintech estaria inclusive ajudando a Atlas – que desde agosto do ano passado não libera saques para investidores – a pulverizar patrimônios e ativos das pessoas.

Em nota enviada nesta quinta-feira (17) à reportagem do Livecoins, a Fastcash disse que a decisão do magistrado foi baseada em uma “estratégia criminosa” liderada por advogados que defendem investidores lesados pela Atlas.

Ainda de acordo com o comunicado, já existe decisão no próprio Tribunal de Justiça de São Paulo reconhecendo que não há agrupamento econômico entre as duas empresas.

“Informamos ao mercado, ao público em geral e a todos os seus clientes e parceiros que o reconhecimento pelo Juiz de direito da 2ª Vara Cível de Santos acerca da existência de chamado grupo econômico entre a Fastcash e a empresa Atlas baseou-se única e exclusivamente em ilegal e criminosa estratégia de silenciar ao mesmo juiz não apenas sobre decisão da 30ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP (que reconheceu inexistir tal vínculo), mas possivelmente no uso ilegal da investigação privada por certo grupo de advogados”, diz trecho da nota, que pode ser lida na integra no final desta matéria.

Empresa diz que advogados fizeram investigação particular e não encontraram nada

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Ainda de acordo com a fintech, alguns advogados fizeram uma investigação privada e constaram que não haveria qualquer relação societária entre as duas empresas. Outros profissionais, no entanto, estariam usando “modos ilegais” contra a empresa, como omitir decisões e circular propagandas para angariar clientes.

“Tanto a fintech quanto os próprios juízes são vítimas desses ardilosos procedimentos advocatícios. Tais advogados não ficarão impunes”, informou a nota.

Em junho, a Fastcash enviou para a reportagem do Livecoins os posicionamentos de alguns advogados que haviam desistido de citar a empresa em ações envolvendo a Atlas Quantum.

Naquela época, a empresa era mencionada em 20 processos. Hoje, no entanto, pelo menos 45 ações citam a fintech, de acordo com informações do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Relação entre Fastcash e Atlas Quantum começou em 2018

A Fastcash oferece um sistema online de pagamentos para seus clientes. Na plataforma, é possível receber e enviar dinheiro, pagar contas e usar serviços bancários. O serviço é semelhante ao que era oferecido pela URPay, usada pela suposta pirâmide financeira Unick Forex.

De 2018 até o final de 2019, a empresa processou pagamentos para a Atlas Quantum, segundo o CEO da empresa, Renato da Silva Filho. Ele concedeu entrevista para o Livecoins em junho deste ano.

De acordo com Silva Filho, no entanto, a parceria entre a Fastcash e a Atlas foi finalizada no final do ano passado. Foi naquela época que a empresa de criptomoedas começou a enfrentar problemas com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e a atrasar pagamentos.

Confira a íntegra da nota da Fastcash:

“A fintech Fastcash, por meio de seus representantes legais, informa ao mercado, ao público em geral e a todos os seus clientes e parceiros, que o reconhecimento pelo Juiz de direito da 2ª Vara Cível de Santos acerca da existência de chamado “grupo econômico”, entre a fintech Fastcash e a empresa Atlas baseou-se única e exclusivamente em ilegal e criminosa estratégia de silenciar ao mesmo Juiz de direito não apenas sobre decisão da 30ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP (que reconheceu inexistir tal vínculo), mas possivelmente no uso ilegal da investigação privada por certo grupo de advogados; estes que pensamexistir a opção de apresentação ou não à Justiça dessas investigações, a depender do resultado delas. Ou seja, os maus advogados, ao investigarem e nada encontrarem, silenciam sobre a existência dessas investigações. Se algo lhes for favorável, informam ao Poder Judiciário sobre as mesmas.

E mais uma vez, isso aconteceu. Não bastasse a Justiça paulista já ter colegiadamente decidido pela inexistência de grupo econômico entre essas empresas, agora mais um advogado requereu tal reconhecimento.

E o fez ardilosamente, silenciando sobre a decisão do TJ-SP e sobre a pretérita investigação de outros advogados (haverá conluio entre eles?) que investigou saber se a fintech faria parte de qualquer grupo econômico. O resultado dessas investigações foi negativo.
Tais advogados diligenciaram à empresa, analisaram contratos de prestação de serviços e concluíram eles próprios que não haveria qualquer agrupamento entre ambas. E essa investigação foi franqueada pela Fastcash, que nada tem a esconder.

Sabe-se até, que certo advogado, de modo ilegal, fez circular propagandas para angariar clientes contra a Fastcash e aparentemente seus métodos estão sendo replicados por outros profissionais – se conluio não houver entre eles!

Afirma-se isso, pois, em outras ações, referido advogado silencia aos Juízes sobre a investigação privada da qual participou, assim como o advogado de hoje, silenciou sobre a decisão da instância superior ao Juiz de Direito.

Tanto a fintech Fastcash, quanto os próprios juízes, são vítimas desses ardilosos procedimentos advocatícios. Tais advogados não ficarão impunes.”

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Lucas Gabriel Marins
Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).

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