Banco Central dos EUA revela perfil dos investidores em criptomoedas

Bandeira dos EUA, moedas de Bitcoin e notas de dólar.
Bandeira dos EUA, moedas de Bitcoin e notas de dólar.

Em relatório publicado nesta segunda-feira (23), o Federal Reserve aponta que 12% dos americanos adultos usaram criptomoedas no ano passado. Conforme existem cerca de 257 milhões de adultos nos EUA, então 31 milhões deles tiveram contato com criptomoedas.

Indo além, o Fed também mostra que a maioria dos americanos está interessado em criptomoedas como um investimento e não como uma forma de dinheiro. Cerca de 28 milhões usaram criptos como investimento, enquanto apenas 5 milhões usaram criptomoedas para realizar pagamentos nos últimos 12 meses. Por fim, uma porção ainda menor usou as mesmas para enviar dinheiro a amigos e familiares.

Infelizmente o relatório não informa quais foram as criptomoedas usadas pelos investidores. Bem como não há informações se a pesquisa cobriu este ponto tão importante.

Fed mostra perfil dos investidores americanos

Segundo o Banco Central dos EUA, mais conhecido como Federal Reserve, a maioria dos investidores de criptomoedas são pessoas com bons salários, contas em banco e planos de aposentadoria.

“Aqueles que detinham criptomoedas puramente para fins de investimento eram desproporcionalmente de alta renda, quase sempre tinham um relacionamento bancário tradicional e normalmente tinham outras economias de aposentadoria.”

Já aqueles sem contas bancárias, representam apenas 1% daqueles que usam criptomoedas apenas para investimento. Entretanto, estes representam 13% dos que usam criptos para realizar pagamentos, como apontado na imagem abaixo.

Pesquisa do Federal Reserve sobre perfil dos investidores de criptomoedas americanos.

Tais números aumentam quando a pesquisa foca em pessoas que não possuem cartão de crédito (no centro da imagem) e ainda mais em pessoas que não possuem planos de aposentadoria (parte direita da imagem).

“Quase 6 em cada 10 adultos que usaram criptomoedas para transações tiveram uma renda inferior a US$ 50.000.”

Portanto, criptomoedas como o Bitcoin estão criando uma economia alternativa, tanto em forma de ativo quanto como uma forma de dinheiro propriamente dita. Sendo assim, a demanda por criptomoedas pode ser vista por diversos perfis.

Por conta dessa complexidade, esta foi a primeira vez que o Fed inseriu as criptomoedas em suas pesquisas, tentando entender como estão sendo usadas para, provavelmente, criar regulamentações adequadas a estes ativos.

Além do Fed, SEC também está de olho nas criptomoedas

Conforme muitas criptomoedas não podem ser consideradas commodities, geralmente a SEC acaba ficando de mãos atadas. Mesmo assim, o presidente da SEC, Gary Gensler, publicou um vídeo em suas redes sociais, nesta terça-feira (24), falando sobre criptomoedas.

“Não há motivos para tratar os mercados de criptomoedas de forme diferente apenas porque a tecnologia usada é diferente. Devemos ser neutros na tecnologia, mas não na política.”

Seguindo, Gensler aponta que já existem ativos digitais por todas partes e que as criptomoedas não são nada novo. Como exemplo, cita que dinheiro bancário é digital, assim como certificados.

Portanto, tudo indica que os EUA estão correndo contra o tempo para regularizar as criptomoedas, especialmente as stablecoins. Contudo, parecem não saber o que e como fazer, afinal sobram palavras e faltam ações.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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