Fed volta a aumentar taxa de juros, Bitcoin segue estático

Henrique HK
Henrique HK
Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português...
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O Banco Central dos EUA, também chamado de Federal Reserve ou apenas Fed, voltou a aumentar a taxa de juros nesta quarta-feira (26). O aumento de 0,25% em julho acontece após uma pausa no mês de junho.

Em resposta, o Bitcoin manteve-se estático nos US$ 29.300. O motivo da falta de reação pode ter sido a queda da segunda-feira (24), uma antecipação da nova martelada do Fed, já previsto pela maioria dos analistas.

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Agora, investidores já estão de olho na próxima reunião do FOMC, marcada para 20 de setembro, tempo suficiente para a economia americana reagir a nova pressão da política monetária de Jerome Powell.

Taxa de juros americana chega a máxima de 22 anos

Com o novo aumento de 0,25%, a taxa de juros americana está entre 5,25 e 5,5%, seu maior nível dos últimos 22 anos. Em nota, o Fed comentou que a decisão do Comitê foi unânime.

Segundo o texto, os indicadores mostram que a atividade econômica dos EUA está expandindo a um ritmo moderado, já as contratações estão altas e a taxa de desemprego baixa. “A inflação continua elevada”, adicionou o Fed.

“O Comitê visa alcançar o máximo de emprego e inflação à taxa de 2% (ao ano) no longo prazo. Em apoio a essas metas, o Comitê decidiu aumentar a faixa-alvo para a taxa dos fundos federais de 5,25 a 5,5%.”

Segundo o último relatório do Índice de Preços ao Consumidor, publicado no dia 12 de julho, a inflação americana está em 3%. No entanto, uma análise detalhada mostra que os alimentos seguem encarecendo, registrando aumentos de 4,7% e 7,7%, para comida em casa e fora, respectivamente.

Um dos poucos setores que está apresentando queda nos preços é o de energia, contribuindo para a diminuição da inflação. Combustíveis tiveram uma baixa de 26,5% no mês de junho, óleo combustível teve uma redução de 36,6%.

Inflação dos EUA chega aos 3%, mas alimentos ainda seguem próximos aos 6%. Setor de energia está contribuindo para os dados.
Inflação dos EUA chega aos 3%, mas alimentos ainda seguem próximos aos 6%. Setor de energia está contribuindo para os dados.

Por fim, como mencionado anteriormente, os EUA também estão avaliando a atividade econômica através de contratações do setor privado, um dos maiores indicadores usados para determinar a taxa de juros.

Próxima reunião do Fed está marcada para setembro

Marcada para o dia 20 de setembro, daqui a 55 dias, a próxima reunião do Fed está longe e pode dar espaço para os mercados ficarem mais soltos. Analistas devem acompanhar dados da economia americana, como inflação e taxa de emprego, para antecipar o próximo movimento do BC americano.

Como aconteceu nesta semana, o Bitcoin caiu antes mesmo do anúncio oficial do Fed, conforme o aumento já estava previsto. Uma boa ferramenta para acompanhar tais previsões é o FedWatch Tool, disponibilizada pela CME.

CME FedWatch Tool, mostrando previsão atual para a próxima reunião do Fed, marcada para 20 de setembro.
CME FedWatch Tool, mostrando previsão atual para a próxima reunião do Fed, marcada para 20 de setembro.

Conforme observado na imagem acima, analistas apontam para uma possibilidade de 79,1% do Fed voltar a pausar os juros em setembro. Já 20,3% acreditam em um novo aumento de 0,25% e, por fim, outros 0,6% apontam para uma alta de 0,5% nos juros.

De qualquer forma, tais previsões devem sofrer alterações com a liberação de novos dados sobre a economia americana nos próximos meses. Portanto, deve ser acompanhada com certa frequência.

Jerome Powell, presidente do Fed, participará de uma live às 15:30, horário de Brasília, e poderá dar pistas sobre o que os mercados devem esperar para a próxima reunião. A live pode ser acompanhada no vídeo abaixo.

https://youtu.be/Wy0_JtAMjps

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