Fundo Imobiliário procura criptomoedas de lojista que deixou de pagar aluguel

Caso curioso está na justiça há dois anos.

Equilíbrio de casa e dinheiro
Equilíbrio de casa e dinheiro

A administradora de um fundo imobiliário procura criptomoedas de uma lojista que deixou de pagar aluguel em São Paulo. Por fundo imobiliário entende-se o condomínio de investidores que reúnem seus recursos para alocar no mercado imobiliário.

No Brasil, nos últimos anos, essa modalidade de investimentos chamou muito a atenção de pessoas pela sua possibilidade de ser uma renda passiva.

Ao comprar uma cota de um fundo, os participantes esperam a aquisição ou construção de imóveis, recebendo porcentagens dos ganhos. Para os investidores, essa é uma maneira de receber por um aluguel sem efetivamente ter o imóvel.

Mas para isso, uma gestora do fundo tem que lidar diretamente com os problemas operacionais que envolvem a prática, inclusive na justiça.

Fundo imobiliário de shopping procura criptomoedas de lojista que deixou de pagar aluguel

Em 2019, o fundo Hedge Atrium Shopping Santo André Fundo de Investimento Imobiliário – Fii, com sede no estado de São Paulo, ingressou na justiça com uma ordem de despejo contra uma ex-lojista. Esse Fii administra 100% do Shopping Santo André.

Em janeiro de 2019, a justiça local determinou que a lojista devedora apontasse uma garantia para a sua dívida de três meses de aluguel, o que acabou não acontecendo. A partir daí, o Fundo de investimentos começou a procurar valores em contas da empresa para bloqueio, com aval da justiça.

Foram efetuadas procuras no BacenJud em 2019 e 2020, localizando valores no Banco do Brasil, que somados deu pouco mais de R$ 1 mil. Contudo, o valor da causa gira em torno de R$ 56.167,08, ou seja, a devedora continua sendo procurada pela justiça e seus patrimônios seguem buscados.

Nesta segunda-feira (17), a justiça autorizou a busca de criptomoedas pelo fundo imobiliário, que começará agora a emitir ofícios para corretoras em busca desses bens. O juiz disse que empresas que se negarem a cumprir a ordem judicial poderão incorrer em multa.

“Defiro, autorizando o requerente a diligenciar junto às corretoras de criptomoedas para obter informações sobre os ativos em nome da requerida”.

Porque busca de criptomoedas?

A busca de criptomoedas em nome de empresas e pessoas que devem começou a ser aprovada pela justiça há alguns anos. Isso porque, como a legitimidade do mercado de moedas digitais como um investimento e meio de pagamento já é reconhecido em buscas assim.

No caso em questão, não está claro quais os dados foram apresentados pelo Fundo imobiliário para que o juiz autorizasse a busca de criptomoedas em nome da devedora. No entanto, não são todos os casos que esses pedidos são aprovados.

Recentemente, uma decisão negou o pedido para oficiar corretoras de criptomoedas, visto que o homem não tinha o perfil de investidor desse mercado, por estar preso há quatro anos.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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