Gaeco deflagra Operação Criptomoeda e encerra pirâmide

Operação foi motivada após denúncia feita pela CVM.

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Menos uma pirâmide financeira terá atuação no Brasil, com o Gaeco deflagrando a chamada Operação Criptomoeda. De acordo com informações, cinco pessoas teriam sido presas, ao oferecer rendimentos diários garantidos a investidores.

Com fortes suspeitas de operar um negócio totalmente fraudulento, a empresa já era alvo até de investigações pela CVM. Ao usar a imagem das criptomoedas, a Go Capital oferecia rendimentos diários de 3% sobre os aportes.

Com sede em Balneário Camboriú, a empresa já não vinha honrando os saques de clientes há alguns meses. Além da prisão dos principais líderes, vários bens foram apreendidos pela polícia civil e as investigações estão com o Ministério Público do estado de Santa Catarina.

Investigada em Operação Criptomoeda, Gaeco encerra possível pirâmide financeira e prende líderes em Santa Catarina

Nos últimos anos as criptomoedas, em especial o Bitcoin, chamaram a atenção do público pelo mundo. Com uma nova tecnologia para meio de pagamentos pela internet, a moeda digital Bitcoin teve uma alta valorização em seu preço.

Contudo, tal valorização foi fruto de interesse do mercado em comprá-la a níveis mais altos, e não porque possuí rendimentos garantidos. Dessa forma, o Bitcoin passou a ter sua imagem associada a uma infinidade de golpes pelo mundo, inclusive no Brasil.

Uma empresa que estaria usando a imagem para cometer crimes de pirâmide financeira é a Go Capital. Fazendo promessas de rendimentos de até 3% ao dia, a empresa captava investidores para um negócio fraudulento, que teria lesado uma série de clientes no sul do Brasil.

Com sede em Balneário Camboriú, foi alvo do Gaeco na chamada Operação Criptomoeda na manhã da última quarta (17). Além disso, os principais líderes do negócio foram presos e colocados a disposição da justiça, para de fato serem melhor apurados os crimes cometidos.

Com determinação do MPSC, Go Capital foi obrigada a colocar aviso em site e redes sociais para evitar a captação de novos investidores

O site e redes sociais da empresa também foram alvo da operação, uma vez que ainda ofereciam riscos aos potenciais clientes. Durante a operação criptomoeda, conduzida pelo Gaeco do MPSC, a empresa foi obrigada a colocar no site e redes sociais a informação que as atividades da empresa estão suspensas por ordem judicial.

Inclusive, o Ministério Público de Santa Catarina chegou até a empresa devido à sua captação por redes sociais, que chamaram atenção da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, a CVM. Em um estudo feito pela autarquia federal e enviado ao MPSC, a empresa seria uma possível pirâmide financeira, atuando com captação irregular de investimentos.

Além disso, a CVM alertou que a Go Capital já estaria frustrando pagamentos aos clientes do negócio. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em dois estados, com a prisão dos gestores do negócio.

A partir da comunicação da CVM, a 6ª Promotoria de Justiça, com auxílio do GAECO, identificou os responsáveis pelo negócio e obteve os cinco mandados de busca e apreensão na Justiça, cumpridos nas residências dos gestores em Santa Catarina e no Paraná – com apoio do GAECO paranaense – e na sede da empresa.

Empresa não estaria pagando investidores há seis meses

Segundo informações disponíveis pela internet, a Go Capital já enfrentava a fúria de investidores há alguns meses. Na página da empresa no Google, que é avaliada com apenas 1,8 estrelas (de 5 no total), várias reclamações já apontavam que clientes estariam desconfiados do negócio.

Além disso, no Reclame Aqui, a Go Capital já recebeu várias reclamações, que mostram os problemas com saques. As últimas registradas na principal plataforma de reclamações do Brasil dão a entender que no último mês nem atendendo mais os clientes os líderes da Go Capital estavam.

Por fim, o MPSC informou em nota que não irá repassar mais informações agora para não comprometer as investigações.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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