
Bitcoin sobre notas de dólar. Fonte: Petre Barlea/Pixabay.
O governo americano moveu pouco mais de 2,4 bitcoins nesta sexta-feira (10) para a corretora Coinbase. As moedas teriam sido confiscadas de Glenn Olivio, acusado de operar uma rede ilegal de distribuição de esteroides anabolizantes.
Nas redes sociais, a comunidade questiona se os EUA venderão essas criptomoedas. Isso porque a ordem de Trump é não vender bitcoins confiscados, mas sim utilizá-los para a criação de uma reserva estratégica.
Atualmente, o governo mantém mais de 328 mil bitcoins em suas carteiras. No entanto, muitas dessas moedas podem ser devolvidas aos seus donos de direito, como no caso de apreensões ligadas a hacks.
Embora o Bitcoin tenha perdido a fama de ser um ativo utilizado por criminosos, algumas pessoas ainda usam a criptomoeda para cometer crimes. No caso de Olivio Glenn, o americano foi preso em maio de 2025 sob acusações de vender esteroides anabolizantes ilegais.
Segundo dados on-chain da Arkham, o governo americano teria movido 2,4 bitcoins ligados a este caso nesta sexta-feira (10).
“O governo dos EUA acabou de movimentar dinheiro do tráfico de drogas.”
“Foram transferidos US$ 177,4 mil em BTC para a Coinbase Prime. Esse valor foi apreendido de Glenn Olivio, um distribuidor de esteroides denunciado em 2025, e foi a primeira movimentação em mais de um mês”, escreveu a Arkham. “Será que o governo dos EUA vai vender esse Bitcoin?”
Em detalhes, o governo realizou duas transações, uma de ~0,46 e outra de ~1,98 bitcoins, ambas para o mesmo endereço de destino.
Nos comentários do tuíte, alguns seguidores da Arkham se mostraram surpresos com a agilidade com que essas moedas foram movidas. Afinal, bitcoins de casos muito mais antigos seguem paradas nas carteiras mesmo após anos.
Ainda que a quantia movimentada seja pequena quando comparada ao total guardado pelos EUA, as transferências podem indicar que o governo americano está silenciosamente vendendo algumas moedas.
No total, hoje os EUA mantêm mais de 328 mil bitcoins (US$ 23,9 bilhões) e 62 mil ethers (US$ 140 milhões) em suas carteiras, além de outras criptomoedas de menor valor.
No entanto, parte dessas moedas deve ser devolvida aos seus donos de direito. Um dos principais exemplos é o caso da Bitfinex, corretora que sofreu um ataque hacker em 2016, e o governo prendeu os golpistas em 2022 com grande parte das moedas roubadas.