Mineração

Governo Lula amplia isenção de imposto de importação para mineradoras de Bitcoin até 2028

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O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (GECEX) publicou uma resolução na última sexta-feira (20) ampliando a isenção de imposto sobre a importação de equipamentos de mineração de Bitcoin, dentre outros itens, até 2028.

O governo Lula já havia zerado estes impostos no ano passado, mas até então o prazo era até 30 de novembro de 2027.

Dados mostram que a atividade de mineração existe no Brasil, mas longe dos números de potências como EUA, Rússia e China.

Vice-presidente do Brasil amplia isenção de imposto para importação de equipamentos de mineração de Bitcoin

Dentre os 29 itens apresentados no documento assinado por Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil, estão diversos equipamentos de TI, telecom, energia, automação, óleo, gás e indústria pesada. Todos eles estarão isentos de impostos de importação até 31 de janeiro de 2028.

O destaque fica para equipamentos de mineração de Bitcoin, Bitcoin Cash e outras criptomoedas que usam o algoritmo SHA-256, as chamadas ASICs.

“Servidores dedicados a mineração de criptomoedas de algoritmo “SHA256”, com eficiência energética medida a 35 graus Celsius inferior a 20J/TH (joules/terahash) e capacidade de processamento superior a 200TH/s (terahash/s).”

Mineradoras de Bitcoin aparecem em lista de isenção de imposto de importação assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Seguindo, o texto aponta que a resolução entrará em vigor em sete dias após a publicação, ou seja, na próxima sexta-feira (27).

Conforme pessoas físicas normalmente importam produtos via remessa postal, tal isenção pode não valer para este grupo, que segue a regra da Remessa Conforme da Receita Federal. Portanto, a isenção deve ter validade somente para importadores registrados.

Brasil aparece com 0,375% do poder de mineração de Bitcoin global

Dados do Hashrate Index mostram que os EUA dominam a mineração de Bitcoin, sendo responsáveis por 37,5% dos blocos produzidos. Na sequência aparecem a Rússia com 16,4% e então a China com 11,7%, mesmo com a atividade banida no país.

Já o Brasil aparece com 0,375%, porcentagem próxima à de países vizinhos como Argentina (0,328%), Bolívia (0,235%) e Venezuela (0,469%). Na América do Sul, o Paraguai é dominante, com 4% do hashrate global.

Brasil aparece com 0,375% do hashrate mundial de mineração de Bitcoin. Fonte: Hashrate Index.

Dentre os motivos para o Brasil não ser um polo da mineração de Bitcoin, como EUA, Rússia e China, estão o alto custo da energia, o clima quente e a tributação desses equipamentos.

Portanto, embora o governo tenha tocado no último ponto, ainda é difícil esperar um crescimento considerável do setor no país.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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Autor:
Henrique HK