Hackers roubaram R$ 7.6 milhões de pesquisadores da vacina do Coronavírus

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Ataques de Ransomware, com o do STF, são uma das maiores ameaças cibernéticas atuais.

Atualmente uma das principais preocupações da indústria farmacêutica é a pesquisa sobre a Covid-19, para tentar enfrentar a atual pandemia. Recentemente, uma importante pesquisa da Universidade da Califórnia em San Francisco sobre a doença foi “sequestrada” e o resgate foi realizado em Bitcoins.

De acordo com informações divulgadas pela Bloomberg, um negociador teve que conversar com o grupo de hackers e conseguiu chegar a um acordo de 116 Bitcoins pelo resgate, cerca de US$ 1,14 milhão (R$ 7,78 milhões) para que os documentos da pesquisa fossem liberados.

O ataque foi realizado por um grupo de hackers que possui histórico de atacar entidades ligadas ao setor de saúde, conhecido como Netwalker. A própria organização de hackers assumiu o crédito por ter executado a campanha de ransomware contra a Universidade da Califórnia no começo de junho. O ataque e seus detalhes foram divulgados apenas agora.

De acordo com a Universidade da Califórnia em São Francisco os hackers atacaram especificamente uma equipe que estava testando uma possível vacina para o Coronavírus.

Após o ataque e a negociação, a Universidade entrou em contato com autoridades e especialistas em segurança para tentar determinar se os arquivos foram comprometidos de qualquer maneira.

Ao que tudo indica, o Netwalker conseguiu acesso aos servidores internos da universidade e conseguiu bloquear ao cesso a arquivos e ao próprio servidor utilizado pela equipe que estava testando a vacina.

Geralmente esses ataques funcionam com o bloqueio dos arquivos e a ameaça de deletar todas as informações da vítima caso um resgate não seja pago. Muitas vezes o pedido é feito em Bitcoin, mas aos poucos o Monero vem ganhando força como principal forma de pagamento.

Inicialmente o grupo Netwalker pediu um resgate de US$ 3 milhões em Bitcoins.

Acordo foi realizado por um negociador

Mensagens trocadas entre o negociador e o Operador. Fonte: Bloomberg.

Em outro artigo do Bloomberg, o site divulgou algumas mensagens que foram trocadas entre o negociador e um representante da Netwalker, identificado apenas como “Operador”. Ao todo, os dois lados mantiveram contado por 2 semanas tentando negociar um preço melhor pelo resgate da pesquisa sobre a vacina do coronavírus.

No começo o negociador oferece um valor de US$ 780 mil (R$ 4,3 milhões). No entanto, Operador afirmou que a Universidade deveria usar esse dinheiro para “comprar lanche para os funcionários”, já que era um valor muito baixo.

Aos poucos os dois lados conseguiram chegar no valor de 116 Bitcoins, que na época era algo em torno de US$ 1,14 milhão, quase metade do valor inicialmente pedido pela Netwalker.

Por fim, toda a história acabou no dia 14 de junho, com os hackers recebendo o resgate e devolvendo o acesso aos arquivos para a Universidade, além de provarem que não possuíam nenhuma cópia dos documentos.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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