Homem é preso após comprar Bitcoin com coronavoucher

Suspeito de fraude no valor R$ 5 milhões está sob investigação.

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Homem preso
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Com a crise do novo coronavírus instalada, várias pessoas e empresas captaram recursos com governos para aliviar o grave momento. Chamou atenção nos últimos dias um caso de um homem que foi preso após comprar Bitcoin com o coronavoucher que recebeu para sua empresa.

Suspeito de cometer uma fraude financeira milionária, o homem de 29 anos teria usado duas empresas para pedir empréstimos. Morador do Texas, nos EUA, Joshua Thomas Argires foi preso após algumas suspeitas chegarem ao conhecimento da justiça.

Nos Estados Unidos, o auxílio emergencial foi um dos maiores da história, com trilhões sendo impresso para ajudar as pessoas. Assim como no Brasil, que também registrou fraudes no repasse do coronavoucher, nos EUA alguns casos têm chamado atenção.

Justiça investiga homem que foi preso após comprar Bitcoin e criptomoedas com coronavoucher empresarial

Uma situação atípica pairou sobre o mundo em 2020, com graves consequências: o COVID-19. Ao registrar um alarmante número de infectados, uma doença mortal e ainda sem cura prejudicou milhares de postos de trabalho pelo mundo.

Isso porque, ao contaminar pessoas em vários países, setores da economia paralisaram com as pessoas se isolando em casa. A medida foi drástica, mas necessária para entender o alcance da doença e sua gravidade. Contudo, com desemprego em massa e baixa perspectiva, os governos correram para imprimir dinheiro e repassar para sua população.

Nos EUA, por exemplo, o estímulo já supera trilhões de dólares e é esperado que em breve venha mais caso a cura não chegue em breve. Algumas vacinas têm sido testadas, mas o tema é tratado certamente com cautela.

Esbanjando estímulos, o governo dos EUA emprestou mais de U$ 1 milhão (R$ 5 milhões) para Joshua Thomas Argires. O homem teria pedido o recurso através do programa PPP, Paycheck Protection Program. O programa visa ajudar empresas a enfrentar a crise neste momento difícil, mas foi alvo de fraude Joshua, apontam as investigações.

Argires supostamente perpetrou um esquema para arquivar dois pedidos de empréstimo fraudulentos, buscando mais de US$ 1,1 milhão em empréstimos perdoáveis. A Administração de Pequenas Empresas (SBA) garante os empréstimos para o alívio do COVID-19 por meio do PPP sob a Lei de Auxílio a Coronavírus, Alívio e Segurança Econômica (CARES).

Empresas, na teoria, teriam milhares de despesas com folha de vários funcionários

Na última semana, Joshua compareceu pela primeira vez em frente ao juiz para ser julgado pelo caso. Após cometer as supostas fraudes bancárias, o homem chegou a ser preso, com várias acusações.

Apesar de alegar que tinha muitos funcionários e uma folha de pagamento alta, as investigações não encontraram verdade nas declarações. Um dos empréstimos obtidos foi totalmente convertido em criptomoedas, de acordo com a justiça dos EUA. O outro foi deixado nas contas de uma das empresas e lentamente foi sacado.

A queixa afirma ainda que ambos os empréstimos foram financiados, mas que nenhum dos fundos foi usado para folha de pagamento ou outras despesas autorizadas sob o PPP. Em vez disso, os fundos recebidos em nome da Texas Barbecue foram investidos em uma conta de criptomoeda, enquanto os fundos obtidos para o Houston Landscaping foram mantidos em uma conta bancária e lentamente esgotados por meio de saques em caixas eletrônicos, de acordo com as acusações.

A lei CARES, dos EUA, que prevê o auxílio emergencial foi criada no final de março, para ajudar empresas. Contudo, já recebe queixas de fraude, que estão sendo investigadas. De acordo com a justiça, o homem será considerado inocente até que se prove culpado. O caso segue sob investigação da Seção de Fraude da Divisão Criminal e da procuradoria do distrito sul do Texas, nos EUA.

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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