Justiça decide que influenciadores devem ser condenados por promover criptomoedas de golpes

Influenciador digital gravando vídeo sobre criptomoedas.
Influenciador digital gravando vídeo sobre criptomoedas.

Em andamento do caso BitConnect, um dos maiores golpes com criptomoedas da história, o Tribunal de Apelações dos EUA foi favorável a continuação do caso contra dois influenciadores desta criptomoeda que, na verdade, era um esquema Ponzi.

Citando a evolução da tecnologia, o documento oficial aponta que um vídeo do YouTube tem o mesmo peso de uma carta de recomendação de investimento. Em outras palavras, podem ser julgados por estes atos.

Anteriormente, em novembro, os EUA anunciaram a liquidação do equivalente a R$ 307 milhões para ressarcir as vítimas do golpe da BitConnect. Tal golpe teve início ainda em 2016, portanto, as vítimas estão lutando a anos pela devolução de seu dinheiro.

Novos meios, mesmos fins

Notando que a Lei abrange qualquer meio de comunicação, o Tribunal foi favorável a continuação do caso da BitConnect. Sendo mais específico, dois influenciadores desta criptomoeda são o foco do processo.

“Os vendedores agora podem alcançar um público global por meio de podcasts, postagens de mídia social ou, como aqui, vídeos on-line e links da web. Mas de acordo com a leitura apertada do tribunal distrital da Lei de Valores Mobiliários, um vendedor que seria responsável por recomendar um título em uma carta pessoal não poderia ser responsabilizado por fazer exatamente o mesmo discurso em um vídeo da Internet […]”, aponta o documento.

“Isso faz pouco sentido. Um vendedor não pode se esquivar da responsabilidade através de sua escolha de comunicações — especialmente quando a Lei abrange qualquer meio de comunicação.”

Desta forma, tanto Glenn Arcaro, considerado como o principal influenciador e que inclusive já se declarou culpado quanto Ryan Maasen, considerado como um influenciador regional, continuarão sendo investigados.

Com isso, fica claro que a Justiça estará cada vez mais aberta a considerar tais influenciadores como culpados, talvez usando este caso como base. Afinal, tais pessoas estão buscando atrair novos investidores para benefício próprio, ou então foram pagas para isso e não estão correndo nenhum risco, como aconteceu no caso do CryptoEats.

Governos estão de olho em influenciadores

Além do caso da BitConnect, apurado pelos EUA, também podemos citar casos em outros países. Como exemplo, órgãos estatais do Reino Unido já colocaram Kim Kardashian em seus holofotes por promover a EthereumMax.

Ainda sobre o Reino Unido, este é o país que mais está engajado em acabar com esta festa. Afinal, desde julho do ano passado, influenciadores do TikTok estão proibidos de promover criptomoedas e dicas de investimento a seus seguidores.

Já a França fez questão de criar uma força-tarefa para repreender tais influenciadores. Como justificativa, citou que o público alvo tem pouco conhecimento sobre o assunto, sendo alvos fáceis de golpes.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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