Interpol captura na Venezuela golpista de criptomoedas foragida da Argentina

Bruno Costa
Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura...
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A Direção-Geral de Polícia Internacional da Venezuela confirmou a prisão de Rosa María González Rincón, peça fundamental na estrutura da organização criminosa transnacional conhecida como Zoe Broker (braço da infame Generation Zoe). Assim, a captura ocorreu na cidade de San Cristóbal, estado de Táchira, fronteira com a Colômbia, no dia 27 de janeiro.

A operação, descrita pelo Ministério de Relações Interiores como um esforço de “ciberpatrulhamento e inteligência digital”, desarticulou uma das últimas pontas soltas de um esquema que lesou milhares de investidores em toda a América Latina e Europa.

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Segundo o relatório oficial, a organização operava sob uma fachada sofisticada de legalidade. Para captar vítimas, o grupo vendia “membresias” (assinaturas) atreladas a cursos de coaching, mentoring e trading.

O isca principal, no entanto, era o acesso a supostos robôs de trading (bots), que prometiam rentabilidades exorbitantes, muito acima de qualquer produto financeiro regulado do mercado.

O governo venezuelano destacou que a estrutura hierárquica era desenhada especificamente para penetrar o mercado financeiro (com foco inicial na província de Córdoba, Argentina) e drenar capital de forma massiva.

“As vítimas sofreram perdas irreparáveis: economias de toda uma vida, aposentadorias e propriedades, além de graves afetações psicológicas“, detalhou o comunicado da polícia.

 

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Uma das principais líderes de esquema da Argentina foragiu para Venezuela

A investigação concluiu que Rosa González não era apenas uma promotora, mas mantinha um “vínculo direto com a cúpula diretiva da organização”.

Ela atuava como administradora, gerenciando fluxos financeiros e colaborando com os principais operadores logísticos para expandir a manobra ilícita em múltiplas jurisdições.

A prisão na Venezuela marca mais um capítulo na queda do império Zoe, que ganhou as manchetes globais nos últimos anos após a prisão de seu líder máximo, Leonardo Cositorto.

As autoridades reforçam que a operação faz parte de uma ofensiva maior do governo bolivariano contra o cibercrime e fraudes financeiras digitais.

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