
Fundador da Aave afirma que investidor fez transação através de seu smartphone. Imagem: Midjourney.
Um investidor anônimo tentou comprar US$ 50 milhões da criptomoeda Aave (AAVE) usando a stablecoin USDT nesta quinta-feira (12), mas acabou recebendo somente US$ 37 mil em troca.
Stani Kulechov, fundador da Aave, afirma que o usuário realizou a troca através de sua plataforma, mas que um grande aviso de slippage (diferença entre preço esperado e executado) foi visto e confirmado pelo investidor.
Em outras palavras, tudo funcionou como esperado e o erro foi do próprio usuário.
Dados on-chain mostram que o investidor trocou US$ 50,4 milhões em USDT pelo mesmo montante em aEthUSDT, um token que representa um depósito da stablecoin no protocolo Aave.
Após isso, o investidor trocou essa quantia pela criptomoeda AAVE, mas acabou recebendo somente 327 unidades da moeda, equivalentes a US$ 37 mil.
Nas redes sociais, o fundador da Aave se pronunciou sobre o ocorrido, jogando a culpa inteira para o investidor.
“Dado o tamanho incomumente grande de uma única ordem, a interface da Aave, como a maioria das interfaces de negociação, alertou o usuário sobre slippage extraordinário e exigiu a confirmação por meio de uma caixa de seleção”, iniciou Kulechov.
“O usuário confirmou o aviso em seu dispositivo móvel e prosseguiu com o swap, aceitando o alto slippage, o que acabou resultando no recebimento de apenas 324 AAVE em troca.”
Seguindo, o desenvolvedor afirma que “a transação não poderia prosseguir sem que o usuário aceitasse explicitamente o risco por meio da caixa de confirmação”.
O fundador da Aave explica que erros assim são comuns no setor de DeFi, mas que a escala desta transação foi muito maior do que normalmente se vê.
Explicando que nada pode ser feito, Kulechov disse se solidarizar com o investidor e que já entrou em contato para devolver US$ 600 mil que o protocolo obteve com as taxas de transação.
“A principal lição é que, embora o DeFi deva permanecer aberto e permissionless (sem necessidade de autorização), permitindo que os usuários realizem transações livremente, há salvaguardas adicionais que a indústria pode desenvolver para proteger melhor os usuários. Nossa equipe irá investigar maneiras de aprimorar essas proteções daqui para frente.”
Uma análise feita pelo usuário ‘tobal’ revela que o investidor desastrado acabou recebendo somente 0,07% de seu investimento. A outra parte dos US$ 50 milhões acabou sendo dividida entre diversos players.
A Titan Builder, responsável por montar blocos de transações no Ethereum, acabou ficando com a maior parte, US$ 33,1 milhões. Na sequência, aparecem dois bots MEV identificados como Operadores A e B, que ficaram com US$ 10 milhões e US$ 2,6 milhões, respectivamente.
Provedores de liquidez, o validador do bloco em questão e o protocolo DeFi ficaram com o restante da quantia.
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