Investidor perdeu R$ 200 mil em pirâmide alvo do GOE

Sede da empresa foi alvo de operação de Polícia Civil e vários itens foram apreendidos, até revólver calibre 38 municiado.

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GOE (PC-SP) cumpre mandados de busca e apreensão em sede de possível pirâmide financeira
GOE (PC-SP) cumpre mandados de busca e apreensão em sede de possível pirâmide financeira

Nos últimos meses a Polícia Civil de vários estados tem atuado firme no combate aos golpes envolvendo a imagem do Bitcoin no Brasil. No fim de 2019, uma possível pirâmide teria sido encerrada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), e um investidor que colocou R$ 200 mil no negócio continua esperando para reaver seu dinheiro.

Com o Bitcoin registrando enorme valorização nos últimos anos, se tornou alvo de golpistas pelo mundo. No Brasil, os principais golpes foram de pirâmide financeira, que prometem lucros enormes com a moeda digital aos investidores.

No estado de São Paulo, várias empresas têm sido investigadas por crimes semelhantes no último ano, como a BWA, Genbit, entre outras. Os investidores acreditaram ser possível obter rendimentos garantidos, mesmo com um ativo que oscila muito de preço (volátil).

Investidor espera reaver dinheiro preso em pirâmide encerrada pelo GOE, caso está sob investigação

Normalmente, propostas indecentes de rendimentos com criptomoedas acabam terminando em problemas. Vários negócios surgiram nos últimos três anos associando altos ganhos com o Bitcoin, mesmo com o preço do BTC sendo altamente volátil.

Dessa forma, no fim de 2019 a Polícia Civil do estado de São Paulo realizou a Operação Lucro Fácil. Cumprindo mandados de busca e apreensão, foram até a sede da empresa E-bit FX, em Araçatuba e também na cidade de Birigui, ambas no interior do estado.

O Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil, conhecido como GOE, cumpriu as determinações contra a possível pirâmide no dia 17 de dezembro. Na ocasião, o Delegado Alessander Lopes Dias, que comandou as buscas, afirmou que a empresa teria pelo menos 30 boletins de ocorrência de vários investidores do estado de São Paulo.

A operação foi conduzida para coibir a prática de estelionato. Existe 30 boletins de ocorrência contra a empresa E-bit FX, que faz a venda de Bitcoin. Foi feito um levantamento junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), não existe registro dessa empresa lá para fazer essa comercialização. A partir daí, deu-se início a investigação com cumprimento de vários mandados de busca e apreensão.

De fato, naquela data o GOE apreendeu depósitos, computadores, celulares e até um revólver calibre 38 pronto para uso, na sede da empresa. Na primeira etapa do inquérito, que continua aberto, ninguém foi preso, apesar de buscas nas casas dos líderes.

Seis meses depois, investidor continua com prejuízo no negócio

Depois de seis meses da operação do GOE contra a possível pirâmide E-bit FX, um investidor ainda continua na expectativa para receber seu dinheiro. De acordo com o portal de notícias HojeMais, o morador de Birigui aportou R$ 200 mil na empresa com sede em Araçatuba.

O homem de 55 anos, procurou a polícia na última quarta para registrar boletim de ocorrência contra a E-bit FX. Dessa forma, um novo caso irá se unir ao inquérito que já está sob apuração da PC-SP.

Ao acreditar nas promessas de lucros de 10% ao mês com Bitcoin, o homem teria feito aporte junto de familiares. Seis meses após a Operação Lucro Fácil, entretanto, ainda não conseguiu sacar seu investimento.

O homem afirma que a empresa até chega a agendar os pagamentos, contudo, eles não são processados. Além disso, foi informado para o HojeMais que a empresa teria seguro em várias seguradoras, por isso ainda não havia tomado providências.

O delegado Alessander, no dia da operação, chegou a afirmar que esquemas de pirâmide duram pouco tempo.

A pessoa que investe recebe o dinheiro durante três ou quatro meses, depois os responsáveis somem, pois as empresas são sempre registradas em nome de laranjas

Empresa ainda tem redes sociais ativas e uma série de reclamações em plataforma

Na época em que a operação policial foi conduzida, não era conhecido a quantidade de investidores cadastrados no possível esquema. Nas redes sociais, ainda ativas, a E-bit FX tem mais que 2 mil seguidores no Instagram e mais 400 no Facebook.

Pelo Reclame Aqui, a E-bit FX já conta com pelo menos 40 reclamações de investidores contra o negócio. A última, registrada no dia 18 de junho por um morador de Maringá (PR), aponta que “as pessoas não devem acreditar no negócio ou irão perder dinheiro“.

Na época do ocorrido na sede da empresa, o advogado de defesa afirmou que iria recorrer e a E-bit FX era idônea. Confira abaixo a cobertura da Operação Lucro Fácil, deflagrada pelo GOE em dezembro de 2019:

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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