Ligado ao caso Telexfree um Policial Federal foi preso

Operação Ousadia II cumpriu cinco mandados de busca e um de prisão preventiva.

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Divulgação/Polícia Federal PF
Divulgação/Polícia Federal

No mês de fevereiro, a Polícia Federal havia iniciado a Operação Ousadia, que buscava apurar um crime cometido dentro da instituição. Isso porque, um policial federal teria ajudado na fuga de um líder da Telexfree, investigado no Brasil.

A ajuda teria sido feita com uma alteração no sistema de procurados da justiça, retirando o nome de Sanderley Rodrigues Vasconcelos do Sistema Nacional de Procurados e Impedidos. Ao retirar o nome de Sanderley, por uma quantia até em Bitcoin, o policial facilitou a fuga para os EUA do ex-divulgador da Telexfree.

A Polícia Federal (PF), ao detectar a corrupção, buscou investigar o crime, e alertou até que não temia “cortar na própria carne“. O policial investigado, que chegou a ser preso em fevereiro, teve apreendidos vários bens no momento da Operação Ousadia.

Em Operação Ousadia II, policial federal que ajudou em fuga de líder da Telexfree é preso novamente

A Polícia Federal, em Vila Velha (Espírito Santo), deflagrou na última quarta (1), a Operação Ousadia II. Dessa forma, vários agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em dois municípios, São Paulo/SP e Brasília/DF.

Além disso, um mandado de prisão preventiva, emitido contra em ex-policial federal, foi cumprido. O ex-policial teria ajudado na fuga de Sanderley, líder da Telexfree, para os EUA, alterando informações no sistema da Polícia Federal.

Em fevereiro, quando a primeira fase da operação foi a público, a PF apreendeu R$ 1,4 milhão dos investigados. Também foram encontrados 5,75 Bitcoins em posse dos investigados, que daria R$ 280 mil, de acordo com o preço do Bitcoin hoje.

A investigação aponta que servidores aposentados da PF e um advogado seriam os responsáveis pelo crime. Para cometer a fraude no sistema, era solicitado o pagamento pelo serviço.

A investigação teve início quando outro investigado pela Polícia Federal, que mesmo proibido de deixar o território nacional por decisão da Justiça Federal e com nome incluído no Sistema Nacional de Procurados e Impedidos, deixou o país através de um aeroporto internacional em outro Estado.

As investigações mostraram que, por intermédio de um advogado, um ex-policial prometeu retirar o nome do investigado da lista dos impedidos de deixar o País, mediante o pagamento. E, para concretizar a ação, esse ex-policial contou com a participação de outro policial que à época estava na ativa e agora está aposentado.

Na segunda fase de operação, mais materiais foram apreendidos com os suspeitos

Em nota, a PF afirma que a operação encontrou farto material na primeira fase da operação Ousadia. Contudo, na segunda fase, deflagrada na última quarta, a Polícia Federal buscava encontrar equipamentos eletrônicos, importantes para a continuação das investigações.

Na primeira fase, deflagrada em 18/2/2020, um ex-policial e o advogado chegaram a ser presos, valores significativos, bloqueados e farto material probatório foi apreendido, o que resultou em novos desdobramentos. Desta vez, foram apreendidos equipamentos eletrônicos relevantes no contexto das investigações.

A PF afirmou que os crimes cometidos são de corrupção passiva e ativa, além de inserção de dados falsos em sistema. Todos os crimes são previstos no Código Penal e caso sejam considerados culpados pela justiça, podem pegar pena superior a 30 anos mais multa.

O nome a operação da PF “é uma alusão à ousadia dos suspeitos de envolvimento nas práticas criminosas cometidas em detrimento da Polícia Federal“. Sanderley após fugir aos EUA também passou a ser alvo de investigações naquele país, e hoje seu paradeiro é desconhecido. Em março, foi flagrado enfim em redes sociais divulgando novos esquemas fraudulentos, dessa vez com criptomoedas.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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