Morte forjada de rapper de 14 anos pode ser golpe publicitário de criptomoeda

Em texto compartilhado pela Rolling Stones, Tsang joga a culpa para o irmão da rapper, notando que Jason Tian poderia fazer qualquer coisa por dinheiro.

Na quarta-feira (9), diversos jornais brasileiros e internacionais cobriram a morte de Lil Tay, uma rapper americana de 14 anos. No entanto, todos correram nesta quinta-feira (10) para notar que a adolescente não morreu.

Segundo as reportagens, a notícia da morte da rapper foi divulgada pelo seu próprio Instagram, com mais de 3,5 milhões de seguidores, mas a conta teria sido hackeada.

Outra teoria aponta que Lil Tay, ou a equipe por trás da jovem, teria forjado sua morte como um golpe publicitário para promover uma criptomoeda ligada ao seu nome, o Liltay Token. Embora o site do projeto tenha sido rapidamente retirado do ar após as críticas, alguns conteúdos, como o whitepaper, ainda estão disponíveis.

“O Liltay Token (Liltay) é um híbrido token de utilidade e meme”, aponta o documento da criptomoeda focada na imagem da rapper de 14 anos.

Whitepaper de criptomoeda ligada a rapper Lil Tay. Fonte: Reprodução.

Falsa morte de rapper de 14 anos pode ter sido golpe publicitário

Na quarta-feira (9), o perfil verificado do Instagram de Lil Tay afirmava que tanto a rapper de 14 anos quanto seu irmão de 21 anos, Jason Tian, haviam morrido de forme “repentina”, tratando as perdas como “insuportáveis”. A postagem rapidamente se transformou em notícia.

No entanto, no mesmo dia a rapper conversou com o TMZ, afirmando, obviamente, que não estava morta.

“Quero deixar claro que meu irmão e eu estamos seguros e vivos, mas estou com o coração partido e lutando para encontrar as palavras certas para dizer”, disse Lil Tay à TMZ. “Foram 24 horas muito traumatizantes. Durante todo o dia de ontem, fui bombardeado com intermináveis telefonemas comoventes de entes queridos enquanto tentava resolver essa bagunça.”

Antes da revelação, Harry Tsang, gerente da carreira da cantora, foi vago em suas declarações enquanto conversava com outros jornais, não deixando claro se Lil Tay estava viva ou morta. Isso acabou levantando suspeitas de que a morte forjada da rapper foi um mero golpe publicitário para promover uma criptomoeda.

Como exemplo, as redes sociais do projeto continuavam promovendo a criptomoeda enquanto a notícia da morte da rapper ainda circulava mundialmente.

“Nosso CEO Harry Tsang tem estado ativo com a grande mídia, há certas coisas que não podemos abordar no momento”, escreveu o perfil nesta quinta-feira (10), pedindo “consideração e respeito” pelas pessoas.

Em texto compartilhado pela Rolling Stones, Tsang joga a culpa para o irmão da rapper, notando que Jason Tian poderia fazer qualquer coisa por dinheiro.

“As ações do irmão de Liltay, conhecido por sua propensão a medidas extremas, me levam a supor um motivo alternativo por trás dessa ocorrência”, disse Tsang. “É concebível que a intenção por trás desses eventos possa estar enraizada em um esforço para extrair fundos ilicitamente de apoiadores dedicados e espectadores inconscientes.”

Após críticas, projeto foi cancelado

Enquanto pouco se sabe sobre a verdade por trás da notícia da falsa morte da rapper de 14 anos, a criptomoeda ligada ao seu nome foi bombardeada de críticas e teve seu lançamento cancelado.

“Seguindo em frente, não divulgaremos mais informações sobre o assunto aqui, a menos que seja urgente”, aponta um tuíte publicado na manhã desta sexta-feira (11). “Nosso CEO, Harry Tsang, ainda está nos isentando ativamente de qualquer envolvimento. Tenha um fim de semana seguro e incrível.”

No comentário seguinte, o perfil também nota que outras pessoas estão aproveitando a situação para criar diversas criptomoedas falsas e lucrar com a situação, algo comum no mercado. Entretanto, afirma que nenhuma delas está sendo administrada pela equipe por trás do Liltay Token oficial.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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