Metade dos adultos no Reino Unido confia no ChatGPT para investir em criptomoedas

Pesquisa da Bitpanda revela que ferramentas de inteligência artificial guiam decisões financeiras de milhões de britânicos

O cidadão britânico mudou a forma de lidar com o próprio dinheiro diante das inovações tecnológicas. Quase metade da população adulta do Reino Unido recorre ao ChatGPT para entender o mercado de criptomoedas.

A corretora Bitpanda revelou esse raio-x social em um estudo de comportamento divulgado em fevereiro de 2026. A pesquisa mostra que 6,5 milhões de pessoas no país já possuem algum tipo de ativo digital na carteira.

O interesse da população pelo setor não para por aí. Outros 15% dos entrevistados planejam aplicar capital nesse ecossistema no futuro.

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Vácuo nas escolas de finanças?

O desejo de rentabilizar o patrimônio esbarra em uma barreira antiga que é a falta de informação segura. Isso porque, cerca de 45% dos adultos britânicos afirmam não entender as finanças com criptomoedas.

O medo de sofrer prejuízos afasta parte dessa população das corretoras virtuais e quase metade das pessoas conhece a palavra Bitcoin, mas ignora o seu funcionamento na prática.

Esse vazio de conhecimento afasta o trabalhador comum da economia moderna. A ausência de suporte nas instituições de ensino empurra o cidadão para as respostas de robôs de texto.

Três em cada dez adultos usam a inteligência artificial para aprender conceitos básicos sobre finanças e a máquina assume o papel de professor de economia para uma multidão sem amparo do Estado.

A influência da tecnologia de texto vai muito além da teoria e afeta o bolso das famílias. As respostas dos robôs ditam o destino do dinheiro de milhares de britânicos.

Mais da metade dos usuários dessas ferramentas (54%) decidiu comprar ativos digitais após a pesquisa. O sistema automático atua como um conselheiro financeiro para o investidor inexperiente.

Essa dependência expõe o usuário a riscos não calculados. Os algoritmos entregam respostas padronizadas e ignoram o perfil de risco de cada indivíduo.

Kevan Edgerton, gerente da Bitpanda no Reino Unido, demonstrou preocupação com esse movimento social. Ele alerta que a população toma decisões sobre o próprio dinheiro com base em fontes não qualificadas.

O alvo da nova geração

A adesão ao dinheiro virtual ganha tração e força entre a parcela mais jovem do país. Quarenta por cento do público entre 18 e 24 anos já possui capital investido em moedas digitais.

Esse número representa quase o dobro da média nacional britânica. O comportamento da juventude foge da narrativa de lucro rápido e especulação agressiva.

A nova geração busca a construção de um patrimônio duradouro (46%) e a diversificação de carteiras (35%). Um terço desse grupo (33%) poupa o capital digital para garantir o futuro dos filhos.

O setor atrai uma fatia da sociedade com olhar focado no longo prazo. As criptomoedas substituem as antigas cadernetas de poupança na percepção desses novos investidores.

O governo do Reino Unido possui uma Estratégia de Inclusão Financeira ativa nas escolas do país, mas o modelo atual de ensino ensina apenas sobre pensões, contas bancárias e mercado de ações.

O currículo escolar ignora a existência e o impacto das finanças em rede. A Bitpanda cobra uma atualização nas cartilhas oficiais para frear o avanço da desinformação.

Os executivos da corretora defendem a inclusão da economia digital no escopo das salas de aula. A proposta busca formar cidadãos capazes de investir com segurança e com base na realidade.

O instituto Opinium ouviu 4.000 pessoas para estruturar o levantamento sob encomenda da Bitpanda. O recado das ruas é direto: a economia avançou, e as cartilhas do governo pararam no tempo.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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