
Símbolo do Bitcoin brilhando na parede. Foto: Valentin Angel Fernandez/Pexels.
Um pequeno minerador recebeu R$ 1,1 milhão em Bitcoin nesta quinta-feira (9) após minerar um bloco sozinho. Segundo Con Kolivas, dono da CK Pool, a chance disso acontecer era de uma a cada 300 anos.
Há exatamente uma semana, na quinta-feira (2), outro minerador realizou o mesmo feito com uma chance a cada 77 anos.
Devido à probabilidade extremamente baixa de equipamentos caseiros encontrarem blocos, muitos chamam essa atividade de loteria. O único gasto, além da aquisição do equipamento, é de energia.
Desde que a mineração de Bitcoin foi profissionalizada, a maioria da rede prefere minerar em pools, ou seja, em grupos. Isso permite que eles recebam recompensas constantes, embora pequenas.
Por outro lado, alguns se aventuram na mineração solo. No caso de operações caseiras, com equipamentos fracos, a tendência é que eles nunca ganhem um único satoshi.
No entanto, às vezes alguns sortudos acabam vencendo essa loteria.
Nesta quinta-feira (9), um desses mineradores acabou recebendo 3,06 bitcoins (R$ 1,1 milhão) nesta corrida.
“Parabéns ao minerador bc1q~edvj, com apenas 70 TH, por resolver o 313º bloco solo na CK Pool! Um minerador desse porte tem apenas cerca de 1 chance em ~100.000 de resolver um bloco por dia, ou seja, uma vez a cada 300 anos.”
Dentre as possíveis ASICs utilizadas pelo minerador estão a Antminer S17+ da Bitmain, a AvalonMiner 1126 Pro da Canaan e a Whatsminer M32S da MicroBT, todos modelos antigos. No entanto, também é possível que ele estivesse utilizando um conjunto de máquinas ainda mais fracas.
Na semana anterior, outro minerador já havia realizado esse feito com 230 TH/s, o que seria equivalente a uma Antminer S21 Pro Bitmain ou uma Whatsminer M53 da MicroBT.
Mesmo assim, suas chances também eram baixíssimas, de 1 a cada 77 anos.
“Parabéns ao minerador bc1qtt7cr9cxykyp9g4hq47zf5lq9t97cxvq72lun3, com cerca de 230 TH, por resolver o 312º bloco solo na CK Pool! Um minerador desse porte tem uma chance de aproximadamente 1 em ~28 mil por dia de resolver um bloco”, escreveu Con Kolivas.
Outra curiosidade apontada por Kolivas é que os mineradores só podem mover essas recompensas após 100 blocos, o que daria cerca de 17 horas.
O hashrate do Bitcoin, métrica utilizada para medir o poder computacional da rede, está em queda desde outubro de 2025, quando a criptomoeda atingiu seu recorde de preço.
Em março, a dificuldade da mineração caiu 7,76%. Isso porque muitos mineradores estão desligando seus equipamentos para não ter prejuízos.
Embora isso pudesse beneficiar mineradores solo, como aconteceu nestes dois casos, já fazia quatro meses que nenhum tirava a sorte grande.