MP da Bahia vai rastrear criptomoedas após parceria com Ministério Público do Rio de Janeiro

Convênio técnico une procuradorias da Bahia, do Rio de Janeiro e de Santa Catarina no combate a crimes financeiros digitais

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) vai rastrear transações com criptomoedas em investigações criminais após firmar uma parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A medida também conta com a participação do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC) e da empresa norte-americana de análise de blockchain Chainalysis Inc.

Publicado no Diário de Justiça da Bahia na sexta-feira (23), o resumo do termo confirma a entrada do órgão baiano no Acordo de Cooperação Técnica nº 082/2025/MP.

O ajuste administrativo teve assinatura registrada no dia 13 de outubro e garante o compartilhamento de ferramentas de rastreio entre as instituições públicas.

Por meio dessa aliança, os promotores baianos recebem licenças temporárias para operar o software Reactor e outros programas similares desenvolvidos pela Chainalysis.

Tal iniciativa busca aprimorar a capacidade analítica e investigativa das equipes em apurações sobre fraudes financeiras digitais e desvio de criptoativos.

Ministério Público do Rio de Janeiro e Bahia fecham parceria sobre rastreio de criptomoedas
Ministério Público do Rio de Janeiro e Bahia fecham parceria sobre rastreio de criptomoedas (Foto/Reprodução).

Convênio prevê treinamento técnico e vigência até fevereiro de 2027

Além da cessão dos sistemas de monitoramento de carteiras, o pacote inclui suporte técnico e treinamento especializado para os servidores do Ministério Público.

A capacitação permitirá que os agentes identifiquem a origem e o destino de valores movimentados em redes de blockchain durante inquéritos contra o crime organizado.

Todo o arranjo jurídico entre os três estados e a fornecedora de tecnologia tem como base legal o artigo 184 da Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021).

Pelo cronograma oficial divulgado no diário baiano, a vigência da parceria acompanha o prazo do acordo original e segue válida até o dia 25 de fevereiro de 2027.

Vale lembrar que o rastreio de criptomoedas tem crescido entre autoridades dos estados brasileiros e do próprio Governo Lula, que já contratou uma empresa para fornecer capacitação e ferramentas aos agentes públicos ligados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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