O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou treze pessoas na segunda-feira (14) sob acusações de pirataria e lavagem de capitais. A ação judicial acusa o grupo criminal de gerenciar plataformas clandestinas de exibição de filmes na internet.
Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) assinaram o documento de queixa penal. Assim, o órgão encaminhou os autos para a Justiça com o objetivo central de iniciar os processos contra os treze infratores.
Investigações da força de segurança apontaram o uso de criptomoedas para despistar o rastreio do lucro obtido com assinaturas. Os criminosos convertiam os valores digitais em moeda corrente para acessar os recursos com facilidade na economia tradicional.
Pirataria de filmes por IPTV e ocultação de dinheiro
As plataformas conhecidas pelos nomes de DezPila, Tyflex e Onlyflix formavam o catálogo de produtos oferecidos pela organização. Os pacotes de serviços custavam entre R$ 10 e R$ 90 para os usuários cadastrados.
Quadrilhas usavam redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar o acesso não autorizado aos canais de televisão. Empresas especializadas em pagamentos processavam os repasses financeiros dos assinantes com suporte eletrônico e sem levantar suspeitas.
A estrutura criminosa contava com núcleos independentes para as áreas operacionais de programação de computadores e marketing digital.
O setor de suporte financeiro recorria a pessoas “laranjas” para abrir instituições de fachada com o mesmo endereço fiscal.
Uso de criptomoedas e máquinas de mineração
Integrantes do grupo apelavam para as criptomoedas como uma tática central para esconder o dinheiro arrecadado. O bando utilizava equipamentos físicos de mineração para processar valores e dificultar as ações de fiscalização das polícias, chamando atenção pelo uso de energia roubada.
A apreensão de 217 máquinas de ocorreu durante a ofensiva batizada com o nome de Operação Endpoint. Essa etapa de buscas nas ruas aconteceu no mês de novembro do ano de 2025 nos territórios do Ceará, Alagoas e Santa Catarina.
Inspetores de segurança encontraram carteiras físicas de criptomoedas e recolheram diversos aparelhos eletrônicos nos lares vistoriados. As autoridades policiais localizaram cerca de R$ 50 mil em espécie escondidos nas propriedades associadas aos alvos dos mandados.