Novo pedido de bloqueio de bens contra NegocieCoins

Nova ação judicial contra a exchange NegocieCoins foi protocolada nesta última quinta-feira, 13 de junho. O novo pedido de bloqueio no valor de mais de R$ 2.5 milhões envolve agora o grupo econômico Grupo Bitcoin Banco.

O Juiz do Tribunal de Justiça do Paraná ainda não apreciou o pedido (0015441-36.2019.8.16.0001), estabelecendo prazo para que a holding formada  pelas empresas NegocieCoins, Bitcurrency, Opencoin,Tem Btc, Zater Technologies e Bat Exchange se manifestem nos autos.

A juntada da petição inicial cai como uma bomba de kriptonita em cima da exchange que parece estar sofrendo uma “corrida aos bancos”.

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Muito comum, esse famoso fenômeno, responsável pelo início da crise financeira de 1929, acontece quando os clientes perdem confiança na instituição financeira e começam a retirar dinheiro em massa, o que cria a insolvência da instituição. Com a credibilidade abalada a maioria acaba pedindo falência.

Instituição financeira só-que-não

Com um capital social de R$ 500 mil a NegocieCoins está longe dos padrões normais para uma instituição financeira regulamentada pelo Banco Central do Brasil. O mercado de criptomoedas vem fazendo o alerta há algum tempo, mas as autoridades fiscalizadoras sofrem da conhecida letargia típica do poder público. Combinada com a falta de legislação e o jogo de interesses daqueles que buscam o lucro fácil, o resultado acaba sendo muito mais do que tóxico.

De fato, o pedido desta nova ação protocolada de bloqueio dos bens pertencentes ao Grupo Econômico da NegocieCoins vai revelar se insolvência de que se suspeita é verdadeira. Se por um lado clientes foram lesados, seja por falha no sistema ou pela atuação fraudulenta de terceiros, a lição que fica ensina que os valores declarados como sendo capital social devem permanecer em conta corrente, em dinheiro, e assim garantir e proteger o consumidor.

Como ficam as criptomoedas?

Outro aspecto importante é saber diferenciar criptomoeda do que vem a ser blockchain. Infelizmente, eventos como o que vive a NegocieCoins também ocorrem com bancos tradicionais onde fraudes, e até mesmo assaltos, subtraem grandes quantidades de dinheiro.

O problema aqui não é a criptomoeda em si, mas a parte da transação onde o dinheiro que circula na economia, os Reais, têm que ser trocados em Bitcoin, por exemplo. É na hora do toma-lá-dá-cá que as partes estão mais vulneráveis ao ataque de terceiros.

É assim na vida real, assaltos na hora que o cliente está tirando dinheiro do caixa eletrônico ocorrem todos os dias no Brasil. Por que seria diferente com as criptomoedas?

Por Pascual Ariel Arrechea

www.arrechea.net

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Economista, contador, especialista em blockchain Investigando a tecnologia blockchain, RPAutomação, e o mercado de trabalho em tempos de Internet 3.0. Quero dividr meus achados e pensamentos pra tentar entender a tal criptoeconomia. “Play is just another version of work” Ray Kurzweil, The Singularity is Near

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