Reclamações sobre bitcoin caem 66% em 2020

Foram contempladas 70 empresas cadastradas no Reclame AQUI. Este ano houve uma redução de mais de 60% no volume de reclamações.

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2020 foi o ano em que o Bitcoin alcançou seu maior valor, sendo negociado por $ 24 mil, um preço nunca visto na história da moeda digital. A criptomoeda ganhou os holofotes de diversos grandes sites, sendo o ativo com maior valorização do ano. Apesar de o interesse crescente no ativo digital, as reclamações relacionadas ao Bitcoin caíram em 2020.
De acordo com um levantamento do Reclame AQUI feito para o Livecoins, a quantidade de reclamações relacionadas a Bitcoin caiu em 66% este ano em comparação com 2019.
De acordo com os dados, 10.068 reclamações foram registradas no site este ano, já em 2019, o número foi de 29.895. Uma queda de 66,32%.
ANO NÚMERO DE RECLAMAÇÕES BITCOIN
2016 219
2017 7.742
2018 4.747
2019 29.895
2020* 10.068*

Reclamações Bitcoin 2020. Dados: Reclame Aqui
Reclamações Bitcoin 2020. Dados: Reclame Aqui

Muitas pirâmides com Bitcoin em 2018 e 2019

Em 2020 a alta do Bitcoin foi motivada por investidores institucionais, diferente de 2017 que teve alta motivada por investidores de varejo. Depois que o Bitcoin bateu recorde de preço em 2017, muitas empresas surgiram para tentar obter uma fatia do mercado, com o interesse pela “novidade”, surgiram também as pirâmides financeiras e os golpes.

Assim, 2018 e 2019 foram marcados por pessoas que acreditavam estar investindo em Bitcoin, mas na verdade estavam investindo em pirâmides, o que se seguiu foi uma chuva de reclamações e processos judiciais.

Em 2020, contudo, o mercado está mais maduro, de acordo com o Reclame AQUI, houve uma “limpeza no mercado.”

“Em 2020, o Reclame AQUI observa que a queda no volume de reclamações sobre bitcoins em relação a 2019 se deu em razão de uma depuração do mercado. Em 2018 e 2019 houve um pico de novidade dessa transação financeira e com ela apareceram os picos de golpes dados por algumas empresas. Mas em 2020 essa corrida por bitcoins não se repetiu. A corrida de 2020 foi a de investir na bolsa de valores.”, disse a empresa em comunicado enviado ao Livecoins.

Em 2020 houveram dois meses que tiveram mais de 1500 reclamações, curiosamente foram os meses que o Bitcoin começou a se recuperar da queda de 50% em março. A partir de julho, no entanto, as reclamações diminuíram e voltaram para uma média de 600 reclamações por mês.

Mercado mais maduro

O principal motivo das reclamações está relacionado a atrasos em saque, seja por motivos onde o usuário reclama que a transação está demorando muito, ou simplesmente porque alguma empresa deixou de pagar (o que ainda é comum).

Os outros motivos estão relacionados ao suporte das corretoras, que às vezes demoram para resolver alguns problemas dos clientes, o mercado de criptomoedas é rápido, e qualquer segundo pode fazer diferença, portanto, se um usuário tiver dificuldade para acessar sua conta, isso pode significar prejuízo, seja para vender um ativo na hora certa, ou comprar outro que poderia subir.

Dentre as principais reclamações estão:

  • Saque
  • Depósito
  • Senha
  • Atendimento
  • Golpe
  • Pagamento
  • Transferência
  • Cancelar conta

A maioria dos itens estão relacionados com o suporte das empresas, enquanto Saque e Depósito estão relacionados a eficiência e seriedade de cada plataforma.

Para o Reclame AQUI, as empresas que ainda sobraram no mercado estão resolvendo os problemas dos clientes, com uma taxa de 90% de solução. Conforme a análise, diversas empresas que tiveram muitas reclamações em 2018 não existem mais.

“A análise feita dos dados do site Reclame AQUI e do comportamento de mercado aponta que o valor alto do bitcoin em 2020 não se traduziu no interesse de busca sobre o assunto no geral. Além disso, em 2020, a taxa de solução de reclamações avaliadas na plataforma está elevada, de até 90%, e muitas empresas que existiam em 2018, por exemplo, não existem mais.”

Como pode ser visto, a tendência do mercado é de amadurecimento, eliminando do empresas que fornecem serviço de má qualidade a seus clientes, e também aquelas que só aparecem para lesar investidores.

“Vale lembrar que a própria reputação baixa de empresas que operaram golpes ou tiveram muitos problemas operacionais ajudou os consumidores a evitar problemas e buscar empresas mais confiáveis. Com isso, a consolidação do mercado se deu a partir da reputação.”

Como será 2021?

A própria queda das reclamações, e a diminuição do termo “golpe” mostra que as pessoas já estão mais espertas e provavelmente correndo dos golpes.

No entanto, existem algumas empresas que estão surgindo com um golpe camuflado, elas costumam prometer de 7% a 15% de lucro por mês, se infiltram em sites grandes, apresentam até programas na TV e ganham uma certa autoridade para poder enganar seus investidores.

Existem outras que compram artigos patrocinados em grandes sites mas com conteúdo de relatório: de acordo com a empresa X os governos são os maiores detentores de Bitcoin.

A empresa X citada no site, no entanto, é uma pirâmide, ela apenas paga para ter o nome no artigo, sem citar qualquer tipo de investimento. Contudo, em reuniões fechadas ela apresenta uma grande oportunidade de ganhar dinheiro (pirâmide). Quando um investidor procura pelo nome da empresa, acaba encontrando a citação no site grande. Uma isca perversa e sacana.

Não existe mais espaço para pirâmides que se arrisquem em divulgar seus esquemas de forma publica. A maiorias dos grandes sites estão de olho, e com menos de 1 mÊs de vida elas já costumam quebrar.

Por isso a nova abordagem, elas procuram construir um nome e apresentar os investimentos de forma fechada apenas para quem ela acha que deve.

É de se esperar, portanto, que em 2021 ou 2022, quando essas pirâmides disfarçadas começarem a ruir, o número de reclamações volte a aumentar.

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